quinta-feira, 7 de setembro de 2017

PRACETA ALVARO PAÇO






terça-feira, 29 de agosto de 2017

ALVARO ARVELA



Amigos de longa data, desde os bancos da Escola Industrial e Comercial de Faro, vários anos na mesma turma, há muito tempo que não nos encontrávamos, mas os encontros de amigos servem para isso, rever amigos.

Foi o que aconteceu no Domingo quando encontrei o Álvaro Arvela, no adro da igreja da nossa aldeia, no encontro de amigos dos ciclomotores antigos do Paço Branco.
Preparava-se para na sua moto, a convite da organização, dar apoio na segurança no passeio de ciclomotoristas.

O Álvaro é um antigo ciclista que representou a equipa da nossa Casa do Povo, a nível do INATEL, conquistando vários prémios, entre eles:
  • Faro - Portimão - Faro, em 1987 prova que se disputava anualmente no dia da cidade de Faro ou seja naquela época a 24 de Junho;
  • No mesmo ano vestiu a camisola amarela na volta ao Algarve, ganhando a 1ª. etapa com chegada a Albufeira. 
  • No contra-relógio entre Faro - Estoi, o azar bateu-lhe à porta, caiu no Chelote ficando bastante mal tratado, perdendo muito tempo. Apesar disso, na tentativa de recuperar tempo, foge no inicio da última etapa que se realizou na parte da tarde, só sendo apanhado em cima da linha de chegada.
  • Vencedor do circuito de S. Brás de Alportel
  • 3º. Classificado no Faro-Portimão-Faro, em 1986
O Álvaro Arvela que se iniciou como ciclista na Casa do Povo de Boliqueme, veio para a Conceição quando aquela equipa acabou e terminou no Sambrazense onde se sagrou Campeão Nacional do Inatel.

Mais tarde continuou ligado ás corridas mas motorizadas onde foi assistente do seu irmão.
É actualmente assistente do piloto João Leandro (Albufeira) nas classes: -Motas Antigas, Antigas Livres e no Troféu Luís Carreira.

No entanto a sua paixão pelo ciclismo manteve-se fazendo desde há muito tempo parte da equipa de comissários e motares, da Federação Portuguesa de Ciclismo (actualmente só mantém a licença de motard).

No domingo na conversa que tivemos disse-me que tinha umas fotos antigas que queria mostrar-me, pedi-lhe que me deixasse digitalizá-las para as poder partilhar com os amigos da aldeia.

E aqui está uma pequena historia do passado recente da nossa Casa do Povo que certamente alguns amigos recordarão ao ver as imagens.

Obrigado Álvaro pela visita e pelas fotos!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

XVII FESTIVAL DE FOLCLORE DE CONCEIÇÃO DE FARO



A Casa do Povo de Conceição de Faro, vai realizar o seu tradicional Festival de Folclore Nacional o qual terá lugar no Largo da igreja, nos próximos dias 11 e 12 do corrente , com o seguinte programa:

Sexta-Feira, 11

  • 21.00 horas - Baile Popular com o Duo NESTOR & NUNO

Sábado, 12
  • 20.30 horas - Desfile dos Grupos Participantes e Entrega de Lembranças
  • 21.00 horas - Inicio do Festival com a participação de:
            - Rancho Folclórico de Silvares - Fundão
            - Grupo Folclórico da Região de Arganil
            - Rancho Folclórico de Vila Velha de Rodão
            - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça
            - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro

terça-feira, 27 de junho de 2017

CHEGAR TARDE


"Nunca faltou um pau torto para quem chegou tarde"


De vez em quando o meu pensamento resvala para o seu arquivo mais remoto e lá estou eu a trazer ao presente coisas do passado.

Hoje aconteceu-me isso quando pelo meio de uma história actual saiu-me uma frase antiga que me surpreendeu.

Há muito tempo que não ouvia nem pronunciava tais palavras e nem sequer estava a pensar em algo parecido mas saiu-me quando contava a alguém o facto de na outra noite ter chegado tarde a um espectáculo a que fui assistir e por pouco não arranjava lugar para me sentar.

Tive sorte ao conseguir sentar-me, embora num lugar longe da cena e de má visibilidade mas enfim foi o que pude arranjar devido à hora tardia a que cheguei ao local do espectáculo que era ao ar livre e de entradas gratuitas.

Já que vem a "talhe de foice" a propósito de espectáculos de entrada gratuita, sempre se assiste, a esta enorme falta de respeito para com os outros, para não dizer outras palavras menos elegantes, vendo-se pessoas que com algumas horas de antecedência se apressam a marcar com peças de roupa ou acessórios, mais alguns lugares, para outras que descansadamente chegam muito tempo depois de muitas que já lá estão e têm de ficar em pé!

Nalguns casos, são as mesmas pessoas que quando os espectáculos são pagos, se recusam a pagar uma pequena e insignificante importância para ficar sentados.

Sendo a favor do acesso de todos, aos espectáculos populares e de rua, não sou no entanto a favor da total gratuitidade dos mesmos quando se trata de lugares sentados.

Certamente se evitariam situações injustas se houvesse uma pequena contribuição a favor de uma ou mais instituições locais.

Quanto a mim, um amante incondicional dos espectáculos de rua, sejam ou não de lugares pagos, lá continuarei a ir, mesmo que por vezes, como aconteceu desta vez, chegue um pouco tarde e tenha de me contentar com um "pau torto" ou seja, um mau lugar!

Do mal ao menos, assisti ao espectáculo, diverti-me, encontrei amigos, passei um bom bocado e vou esquecer tudo o resto que embora me desgoste, não passam de uns simples acidentes de percurso!

Boas festas de rua para todos!!!

sábado, 8 de abril de 2017

FIGOS FRITOS


Longe vão os tempos em que na nossa aldeia, o figo era um precioso alimento que se consumia maduro fresco ou depois de seco, mole, torrado ou "cheio" (recheado com açúcar, miolo de amêndoa, canela e erva-doce e depois torrado).

Até ao final do segundo terço do século passado, durante a Quaresma, não eram autorizados os bailes da aldeia e faziam-se as "rifas" que nos entretinham aos sábados à noite ou aos domingos.

rifa era organizada por uma ou duas moças que convidavam para a sua casa, pessoas amigas para jogar ás cartas cujos prémios eram rebuçados naturalmente vendidos pelas organizadoras.

Por todas as redondezas se faziam rifas e algumas ganharam fama quer pela amabilidade dos donos da casa e simpatia das organizadoras quer pelo número de pessoas que sempre participavam.

Aí pelos anos quarenta, uma das mais famosas rifas na Conceição de Faro era organizada numa casa, ali para os lados da Ferradeira.

Nessa casa, era uso haver a festa de encerramento que tinha lugar no sábado de Aleluia e a que quase ninguém faltava porque de entre os acepipes eram abundantemente servidos figos fritos.

O figo seco, guardado "mole"(cru), na altura de consumir era frito em azeite, costume que só se conhecia naquela casa.

Diz quem frequentou vários anos aquela rifa que os figos fritos eram um regalo e que ainda hoje recorda o seu sabor, com prazer.

Tal costume de fritar os figos desapareceu e se havia algum segredo na receita, também.

Resta-nos recordar estes momentos e talvez um dia experimentar fritar uns figos moles para comprovar o seu sabor!

Veja aqui mais informações sobre as "Rifas" na Conceição de Faro »»»

domingo, 5 de março de 2017

9º. PRÉMIO DE ATLETISMO DE ESTRADA



(Video de José Carlos)



Decorreu esta manhã, nas ruas da nossa aldeia o 9º. Grande Prémio de Atletismo de Estrada, organizado pelo Núcleo de Faro do Sporting Clube de Portugal, com o apoio da União de Freguesias de Conceição e Estoi.

Provas animadas e com bom ritmo, com os atletas a dar o seu melhor e a receber incentivos e os aplausos do publico que ao longo do percurso os aplaudia.

De parabéns a organização pelo trabalho efectuado, apenas com um pequeno problema com a saída das classificações o que fez atrasar um pouco a cerimonia da entrega de prémios.

Ver resultados »»»

quinta-feira, 2 de março de 2017

9º. GRANDE PRÉMIO DE ESTRADA EM ATLETISMO



DRESS A GIRL AROUND THE WORLD

Meus bons Amigos.

Porque julgo pertinente e do maior interesse, peço a divulgação, dando conhecimento deste Projecto humanitário global "Dress a girl around the world" que pela R.T.P. 1, Programa "Agora Nós" tive acesso e de pronto ecou em muitas voluntárias Farenses, que a ele querem aderir.

Se tivesse "arte" para costurar, eu próprio gostaria de confeccionar um vestido e destiná-lo a uma criança de Moçambique ou de outro país pobre e irmão...

Agradeço-vos a divulgação que tentarei dar ao conhecimento dos Jornais regionais.

Um abraço.
J. Aleixo

“Dress a girl around the world”

"Um projecto humanitário e solidário global, com origem nos U.S.A, ano de 2009, mais não visa que oferecer a uma criança, entre os 2 e os 12 anos de idade, um vestido, confecionado totalmente por voluntárias(os), com materiais novos, 100% de algodão, de cores fortes, opacas e coloridas de preferência, sem dinheiro, donativos de espécie alguma, somente o trabalho e a criatividade das costureiras aderentes. 
Confeccionados totalmente por voluntárias(os), já foram feitos, até ao momento, cerca de 500.000 vestidos novos, distribuídos por 81 países, prova evidente da aceitação generalizada das populações.

Em Portugal já existem 8 “Atelier´s” envolvidos, sendo que, no Algarve, mais concretamente em Faro, o repto e o acolhimento foi aceite por três jovens Empresárias:
  • Retrosaria Miga de Noemi Aleixo, 
  • A marca Xis de Xana Brito e
  • A marca Retalhos e Retalhinhos de Cristina Ramalho com o apoio da Rosa Chock Boutique e Entre Abraços.
Passando à acção, que o tempo urge, previsto já está um primeiro evento, a realizar:

  • No dia 11 de Março, (Sábado), com dois turnos de formação, o primeiro com início pelas 09:30 – 12:30 horas e o segundo, pela tarde, das 15:00 às 18:00 horas, nas salas da “Entre Abraços”, sita na Rua Vasco da Gama, nº 16, 1º andar em Faro, organizado pelas referidas Empresas, onde se irão confeccionar os primeiros e lindos vestidos, direccionados às crianças carenciadas… 
Ao recebê-los, a sua auto estima aumenta exponencialmente e o logótipo da “Dress a girl”, inserto nos mesmos e bem visível, é um precioso antídoto para afastar os “predadores”, como já confirmado pela Embaixadora “Dress World” Vanessa Campos, cidadã brasileira radicada em Portugal (Cascais), grande responsável pela divulgação da ideia no nosso país.

Procuram-se voluntárias(os) com gosto pela costura e que queiram e gostem de confecionar estes vestidos, assim como quem queira colaborar ofertando tecidos novos, garridos, 100% algodão.

As inscrições das(os) voluntárias(os) podem ser feitas através do Facebook, por mensagem, para a “Miga” https://www.facebook.com/miga.retrosaria

Para quem quiser fazer donativos de tecidos, deixamos as moradas e contactos , para que nos enviem ou entreguem pessoalmente:
  • Miga – Rua Batista Lopes, nº 25 B, 8000-225 Faro -  915 474 253
  • Xis - 92 40 83 913
  • Retalhos e Retalhinhos - 927 049 679
Apoie e estimule esta causa! Ao fazê-lo, além de reforçar a sua auto estima e ocupar parte do seu tempo livre, está simultaneamente dando uma preciosa ajuda a crianças carenciadas.

https://www.facebook.com/miga.retrosaria

https://www.facebook.com/xis15/?fref=ts

https://www.facebook.com/Retalhos-e-Retalhinhos-385594264784254/?fref=ts

https://www.facebook.com/entre.abracos

https://www.facebook.com/rosachockboutiquefaro/?fref=ts "


sábado, 4 de fevereiro de 2017

JOGO DA MÃE


Recordo o jogo que em meados do século passado (ao tempo que isto já foi), nos ocupava as noites de domingo, enquanto os nossos pais, se entretinham no baile da aldeia que era no salão do senhor Manuel.

Naquele tempo ainda demasiado novos para nos atrevermos a "ir buscar" uma moça para dançar, saiamos do salão para nos juntarmos no largo da igreja para as brincadeiras e jogos de grupo.

"A mãe", era um jogo de "apanhar" com a particularidade de nos dividirmos em dois grupos, como se fazia para os jogos de bola e ser jogado na escuridão da noite da nossa aldeia que naquela época mal tinha meia dúzia de pequenas lâmpadas incandescentes na rua principal, uma delas iluminando o largo da igreja.

Em cada um dos grupos compostos apenas por rapazes, existiam um chefe que chamávamos de "mãe" que era escolhido pela sua habilidade para se esconder e fugir do grupo que o procurava.

Enquanto um grupo se escondia o outro contava até vinte, antes de iniciar as buscas, para descobrir e agarrar (prender) os elementos do grupo contrário.

À medida que iam sendo agarrados juntavam-se no largo da igreja esperando o desfecho do jogo.

O jogo terminava quando conseguíssemos prender "a mãe" do grupo fugitivo que naturalmente era sempre o mais difícil quer de encontrar quer de agarrar.

Esta história que há alguns dias me andava na cabeça voltou hoje quando por casualidade encontro o Fernando Ramos que naquele tempo era conhecido por Fernando do "Bairro" e que foi também uma das mães que me ficou na memória por alguns episódios agora hilariantes mas que naquele tempo nos deixavam aborrecidos.

Suspeitávamos que naquelas noites em que não o conseguíamos encontrar era porque ele se refugiava na sua casa no bairro que é muito perto do largo da igreja, deitava-se para dormir e deixava que o procurássemos até nos cansarmos e desistirmos.

Naturalmente que nem sempre procedia dessa forma e numa das noites em que resolveu esconder-se atrás da escola primária, deitado em cima de uma pernada de amendoeira que ficava um pouco acima das nossas cabeças, a coisa não lhe correu muito bem.
Escondido entre as folhas, divertia-se vendo-nos procurar atrás dos troncos, mas não olhando para cima da árvore onde ele estava.

Inesperadamente o Américo olha para cima, vê o vulto escuro e ao mesmo tempo que grita: -aqui está um!, salta e puxa a pernada da árvore na tentativa de agarrar quem lá estava.

O resultado foi que a pernada se partiu e o Fernando que não teve tempo de saltar nem de se agarrar a outra parte da árvore, cai desamparado ficando muito queixoso das costas.

O jogo e a brincadeira terminou assim nessa noite, sem graça para o Fernando!

Também eu termino esta evocação do passado mas fico na expectativa de que alguém se lembre de outras histórias sobre este ou outros jogos e as queira recordar aqui.

Um bom fim de semana para todos!