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quarta-feira, 31 de julho de 2019

TURMA DA ESCOLA DA GALVANA 1943



Numa gentileza da minha vizinha Deolinda Bolas recebi esta foto que é uma recordação da antiga Escola da Galvana que também era conhecida por escola do Mateus Moreno.

A própria Deolinda Bolas identificou os alunos e a professora, onde constam nomes bastante conhecidos na nossa freguesia que em 1943 frequentavam a escola da Galvana.

  • Em cima: -David Rosa/ Leonel Horta / António Cabeceira / Joaquim R. Viegas (Sabino) / João Clemente / Henrique / Maria do Carmo
  • No meio: - Professora Pires / Catarina / Lizete / Irma / Maria Rosário Chelila / Fernanda Albardeiro / Deolinda Bolas
  • Sentados: -Caçapinho / Basilio Bica / Rosa Chelila / Judite / Manuela Rioseco / Vitalina Rodrigues / Clementina / Mateus Calças / Francisco Cabeceira
Na escola da Galvana estudava-se até à 3ª. classe, a 4ª. (só para alguns) já era feita na escola do Areal Gordo.

Naturalmente que a maioria não chegava à 4ª. classe, uma vez que para os seus pais era mais importante a ajuda que lhes poderiam dar na labuta do dia a dia, do que a conclusão da escola primária.

Naquela época para além das escolas já citadas, também haviam as escolas da Ferradeira e da aldeia que serviam os alunos da freguesia da Conceição.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

ALVARO ARVELA



Amigos de longa data, desde os bancos da Escola Industrial e Comercial de Faro, vários anos na mesma turma, há muito tempo que não nos encontrávamos, mas os encontros de amigos servem para isso, rever amigos.

Foi o que aconteceu no Domingo quando encontrei o Álvaro Arvela, no adro da igreja da nossa aldeia, no encontro de amigos dos ciclomotores antigos do Paço Branco.
Preparava-se para na sua moto, a convite da organização, dar apoio na segurança no passeio de ciclomotoristas.

O Álvaro é um antigo ciclista que representou a equipa da nossa Casa do Povo, a nível do INATEL, conquistando vários prémios, entre eles:
  • Faro - Portimão - Faro, em 1987 prova que se disputava anualmente no dia da cidade de Faro ou seja naquela época a 24 de Junho;
  • No mesmo ano vestiu a camisola amarela na volta ao Algarve, ganhando a 1ª. etapa com chegada a Albufeira. 
  • No contra-relógio entre Faro - Estoi, o azar bateu-lhe à porta, caiu no Chelote ficando bastante mal tratado, perdendo muito tempo. Apesar disso, na tentativa de recuperar tempo, foge no inicio da última etapa que se realizou na parte da tarde, só sendo apanhado em cima da linha de chegada.
  • Vencedor do circuito de S. Brás de Alportel
  • 3º. Classificado no Faro-Portimão-Faro, em 1986
O Álvaro Arvela que se iniciou como ciclista na Casa do Povo de Boliqueme, veio para a Conceição quando aquela equipa acabou e terminou no Sambrazense onde se sagrou Campeão Nacional do Inatel.

Mais tarde continuou ligado ás corridas mas motorizadas onde foi assistente do seu irmão.
É actualmente assistente do piloto João Leandro (Albufeira) nas classes: -Motas Antigas, Antigas Livres e no Troféu Luís Carreira.

No entanto a sua paixão pelo ciclismo manteve-se fazendo desde há muito tempo parte da equipa de comissários e motares, da Federação Portuguesa de Ciclismo (actualmente só mantém a licença de motard).

No domingo na conversa que tivemos disse-me que tinha umas fotos antigas que queria mostrar-me, pedi-lhe que me deixasse digitalizá-las para as poder partilhar com os amigos da aldeia.

E aqui está uma pequena historia do passado recente da nossa Casa do Povo que certamente alguns amigos recordarão ao ver as imagens.

Obrigado Álvaro pela visita e pelas fotos!

sábado, 20 de junho de 2015

ORDENAÇÃO DE NOVO PADRE


O diácono Nelson Rodrigues, de 26 anos de idade, natural de Conceição de Faro, que está a realizar o estágio pastoral nas paróquias de Loulé, será ordenado padre pelo bispo do Algarve D. Manuel Quintas, numa cerimónia que vai ter lugar no Santuário da Mãe Soberana, em Loulé, a partir das 17, 00 horas do próximo Domingo, 28 de Junho.

No Domingo seguinte, 5 de Julho, o novo padre efectuará a sua primeira missa na igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição, a ter lugar no adro da igreja a partir das 19.00 horas.

sábado, 6 de dezembro de 2014

VARRER O TESO


Nas minhas deambulações pelo passado da aldeia de Conceição de Faro volto hoje ao baile do Mariano que mais tarde foi do senhor Manuel, para falar da famosa dança de "varrer o teso".

Varrer o teso era uma dança viril, só para homens que em parelhas agarrados pelos braços, tentavam derrubar as outras parelhas participantes com uma varridela de pernas, enquanto rodopiavam pela sala ao som do corridinho.

As parelhas iam sendo eliminadas à medida que eram derrubadas, ficando para o fim os mais ágeis que se esquivavam das varridelas ou mesmo que atingidos não eram derrubados.

O objectivo final seria o de encontrar a parelha vencedora que naturalmente era a única que se manteria de pé até ao fim, para depois ser aclamada e aplaudida por todos.

Esta dança que era por demais conhecida causava sempre um grande alvoroço na sala e todos os que não participavam apressavam-se a pôr a salvo, nas últimas filas da bancada, para não ser atingidos nas quedas dos que iam sendo derrubados.

"baile da Conceição" não era o único que sempre terminava com esta dança, mas neste baile foi famosa e habitual durante muitos anos.

Foram muitas as parelhas de homens que aqui vinham à procura de fama, mas houve uma, constituída por dois irmãos naturais da Conceição de Faro que se distinguiu como grande campeã. 

Estou a falar do José Cardoso que emparelhado com o seu irmão João eram imbatíveis no varrer do teso vencendo todos os que se arriscavam a defrontá-los. 

Os irmãos que combinavam perfeitamente nos movimentos, tinham  grande agilidade e destreza, para além de muita força de pernas, tornando-se impossível derrubá-los.

Mercê da sua invencibilidade os dois irmãos ganharam fama, admiração e respeito, não só na Conceição de Faro mas  por  todas as redondezas, pelo que amiúdas vezes surgiam homens de outras localidades para os tentar derrotar mas que conste, nunca o conseguiram.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

RAIZINHO


O "Raizinho" foi um homem que viveu na Conceição de Faro, na primeira metade do século passado.

A sua profissão era a de "barbeiro" mas com a particularidade de executar o serviço, na casa dos clientes.

O Raizinho percorria a freguesia a pé, procurando clientes para um corte de "barba e cabelo" que executava com esmero e mestria, a troco de poucos tostões.

Naquele tempo ainda não existia barbearia na aldeia o que só veio a acontecer uns anos mais tarde quando abriu a dos irmãos José e João Cardoso, mesmo em frente à Junta de Freguesia.

Passados alguns anos fechou a barbearia do João Cardoso e abriu a do "Alfonso" que veio a pertencer ao "Joaquim da Bispa", um pouco mais acima já na rua de Estoi, ao lado do "armazém do baile".

Actualmente e já há muitos anos que não existe barbearia na aldeia.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

VELHOS AMIGOS





Ontem à noite, o "Márinho" (Mário L. Martins) entregou-me estas três fotos que me fizeram recuar no tempo uns bons 30 anos, talvez um pouco mais.

Revejo aqui alguns "amigos da aldeia" com os quais convivo quase diariamente entre outros que  há muito tempo não via, por isso vou nomear os que me lembro, pedindo ajuda, para os restantes cujos nomes não me recordo.

Segurando a taça está o Márinho, na sua frente o José Carlos, segue-se o Carlos Godinho, o José Baltazar, o José da Encarnação, o (?), o Mário, o (?), o António José, o Raul e o Chico.

Estes eram parte da  equipa de futebol da Casa do Povo e estão a comemorar a conquista de uma taça num torneio ou jogo.

O local creio ser a esplanada da Casa do Povo, ainda com cadeiras de madeira que pedíamos à "Casa dos Rapazes" para as Festas de Verão.

Obrigado Marinho pelas fotos e pela recordação destes belos momentos que fazem parte da história da Conceição de Faro.

sábado, 20 de julho de 2013

MANUEL DO ROSÁRIO


(Foto de José Carlos)

Manuel do Rosário foi o amigo que hoje de manhã encontrei á porta do José Carlos, tal como habitualmente acontece aos sábados de manhã quando por lá paramos, para fazer as compras.

Como havíamos combinado no ultimo sábado o Manuel entregou-me dois dos seus trabalhos em verso para publicar aqui.

Ficámos um pouco na conversa á qual se juntou o José Carlos que aproveitou para fazer uma foto actualizada do Manuel.

Na breve conversa, recordou-me que nasceu no interior da serra algarvia, nos Montes Novos, Salir, Loulé e que aos vinte anos de idade, veio trabalhar para Faro, como jardineiro.
Ao cabo de alguns anos emigrou para França onde se manteve cerca de ano e meio, regressando novamente a Faro, para trabalhar na construção civil.
Alguns anos depois voltou á sua profissão de jardineiro indo trabalhar para o Jardim da Alameda e mais tarde para o hospital de Faro, onde se manteve por 25 anos, até á sua aposentadoria.

Prestes a completar os 80 anos, continua a residir na Chaveca, Conceição de Faro, onde sempre residiu excepto no tempo em que esteve em França, motivo até porque ganhou a alcunha de "Manel da Chaveca", também conhecido pelo "Manel da Filipa".

Poeta popular, repentista e improvisador, é também um exímio tocador de ferrinhos que acompanhou o Rancho Folclórico da Casa do Povo, durante alguns anos, assim como a Charola, onde encantava com as suas "vivas de improviso".

É imbatível no canto ao desafio ou desgarradas, tendo sempre resposta pronta e acertada para o que quer que seja, terminando todas as suas quadras com uma breve e característica gargalhada.

É este o Manuel do Rosário que conheço praticamente desde a minha infância, quase sempre bem disposto, que se juntava ao grupo das "futeboladas" de todas as tardes, no largo onde é hoje a Casa do Povo e que gostava de jogar a guarda-redes.

Agora o Manel desce quase todas as tardes até á aldeia para se juntar ao grupo de amigos que no "café FF", disputam renhidos e animados jogos de dominó e aos quais dedicou os versos seguintes:

Ao dominó vou jogar
Um pouco para entreter
Vou ver se posso ganhar
Que não gosto de perder!

O Zé Maria Baltazar
Quando joga a meu lado
Se não o deixo ganhar
Fica todo chateado!

Lá tá o Manuel João
Que não sabe o que fazer
Fica com o jogo na mão
Depois diz que foi sem querer!

Também não é todo tonto
O amigo Adelino
Fica sempre com pouco ponto
E pede outro cappuccino!

O António carpinteiro
Não vai muito ao desleixo
Como é muito matreiro
Joga sempre para o fecho!

E há o Manuel Mestre
Que também gosta de jogar
Mas é uma grande peste
Leva uma hora a pensar!

(Manuel do Rosário António)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

ALDEIA DA CONCEIÇÃO

"eu no meu coração guardo..."

Se aquela pedra contasse
os segredos que a rodeia,
talvez muita gente chorasse
de saudade da sua Aldeia

Por muito humilde que seja;
da aldeia onde nascemos,
lembramos sempre a Igreja
e o tempo que lá vivemos.

Da aldeia da Conceição,
eu no meu coração guardo,
e recordo com emoção
o Honorato Pisco Ricardo.

Amigo sempre dedicado,
franco e leal...um senhor.
Por todos é recordado,
como o senhor professor!

Jose Elias Moreno

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A PEDRA


A propósito da "Pedra" que há muitos anos está colocada á entrada do que é hoje o Café da Antónia, o Ludgero Urbano fez chegar-me ás mãos um extracto do Jornal Correio Meridional, de 15 de Abril de 2001, onde o professor Honorato Ricardo, falava desta pedra.

O professor também confirma que o único homem na Conceição de Faro que alguma vez levantou a "Pedra" foi o Joaquim Cardoso que era pedreiro de profissão.

Apesar de muitos o tentarem, não consta que mais algum tivesse conseguido sozinho levantar esta já famosa pedra que continua impávida e serena, no seu lugar de sempre.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LUDGERO URBANO



Conheço o Ludgero Urbano, desde o tempo em que ambos frequentávamos, a Escola Comercial e Industrial de Faro.

O Ludgero, é um apoiante incondicional das causas de Conceição de Faro, sua terra natal, onde também reside e está presente nos seus eventos quer com a sua presença, onde aparece com a inseparável máquina fotográfica, quer apoiando financeiramente em seu nome pessoal ou da sua empresa.

Homem de causas, não desiste facilmente daquilo em que acredita, mesmo que para isso tenha de bater a muitas e variadas portas.

Foi o caso de se ter apercebido que na lápide do Monumento aos Combatentes, instalado em Faro, não constava o nome de João José Ramos da Encarnação, natural da freguesia de Conceição de Faro e falecido ao serviço do exercito português,  em Moçambique, em 1971.

A partir daí o Ludgero envidou todos os esforços para a inscrição nessa lápide, do nome do nosso conterrâneo, ex-combatente, o que veio a acontecer, tendo sido tornado publico na cerimónia evocativa do Dia do Combatente que decorreu em Faro, junto ao referido monumento, em 9 de Abril de 2012.

Obrigado á direcção do Nucleo de Faro, da Liga dos Combatentes e a todos os que contribuíram para a concretização desta inscrição.

Ao Ludgero Urbano, os nossos parabéns pelo objectivo alcançado.

 Mais Informação ver Nucleo de Faro da Liga dos Combatentes »»» 
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TCHÉ

Na Chaveca fui ao TCHÉ,


Na Chaveca fui ao Tché,
vejam só que sorte a minha:
convidou-me p´ra um café,
o amigo José Pancinha.

Pancinha, também Faustino,
esforçado e trabalhador,
seja qual for o seu destino
será sempre um lutador.

Conheço-o desde criança,
somos amigos, já se adivinha.
Agora diz-me que de Esperança;
já só tem a sua vizinha.

Pois é bom não esquecer:
quem espera sempre alcança,
a última coisa a perder
é sem dúvida a ESPERANÇA.

Falou-se da crise, com graça,
para espantar o cansaço;
enquanto a crise não passa,
receba amigo...um abraço.


José Elias Moreno
Faro:5.Out.2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VELHAS GUARDAS


Esta foto é um testemunho raro, de um grupo de "craques quiçá mágicos" da bola que representou a Conceição de Faro, numa época futebolista longínqua (anos 70/80).

Eram imbatíveis, no companheirismo, na dedicação e na forma abenegada como defendiam as cores da nossa terra.

Não foram os primeiros, nem os últimos, nem os únicos, mas merecem esta referência, nos "Amigos da Aldeia".

Vamos ver se atino com os nomes.
Em cima:-António Encarnação, Joaquim Manuel, José Encarnação, Nadinho, João Pancinha, José Baltazar, José Borga.
Em baixo:-Martinho, José Carlos, Joaquim Ramos, José Joaquim, Francisco Cavaco.

Faltava-me o nome de dois "craques", mas eles vieram na mesma informação da foto, por isso, lista completa. Obrigado.

Na frente do grupo o elemento principal, ou seja, a famosa bola de catchugo que no inverno no enlameado terreno de jogo, dobrava fácilmente o seu peso.

Que o digam, os heroicos centrais ou os pontas de lança, que quando cabeceavam a encharcada catchugo ouviam uma espécie de passarinhos a piar nas suas cabeças ao mesmo tempo que vislumbravam umas estrelinhas amarelas.

Eu por mim esquivava-me ao cabeceamento para não estragar o cabelo. De nada me valeu tal cuidado!


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AOS MEUS AMIGOS


" Os frutos que semeei ..."


Dos amigos que criei,
qual divina sementeira,
colho de uma vida inteira
os frutos que semeei.


Aos falsos já perdoei,
os desgostos que me deram;
pagaram como quiseram
a amizade que lhes dei.


Aos amigos do coração,
p'ra quem tenho sido injusto:
eu peço a todo o custo
que me concedam perdão.


Mas os meus amigos predilectos,
a razão da minha vida,
são minha família querida:
esposa, filhos e netos.

José Carmo Elias Moreno
Dk 23.Set.2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MODESTA HOMENAGEM


"A um grande Mestre Tavirense ..."


Ah homem do arco da velha!
há muito não via igual:
vem do Monte da Cortelha...
...ganha a Volta a Portugal!!

Na xuxa que tráz ao peito,
revela amor e carinho.
Na sua força e seu jeito,
lembra o Joaquim Agostinho.

Gesto desportivo e honrado,
num herói, feito menino:
a vitória ter partilhado,
com o companheiro Vitorino.

Cortelha, flor silvestre,
esteva da Serra...cheirosa,
Teu filho Ricardo Mestre,
fez-te mais rica e famosa.

Tavira, Pérola Algarvia,
gosto de ti sem cinismo,
tu és para nossa alegria,
A raínha do ciclismo.

José Elias Moreno
Dk,16/8/2011

sábado, 30 de julho de 2011

MESTRE HERMINIO

"Do tamanho do largo da Igreja ..."



Mestre Hermínio foi um homem que durante grande parte da sua vida se dedicou á construção de noras.

No inicio era pedreiro, mas com o surgimento de muito trabalho nas noras, mestre Hermínio á frente de um pequeno grupo de homens, construía a nora de raiz, isto é, abria o buraco, anelava e fazia todo o trabalho de construção, inclusive o tanque e as levadas.

Fora desta profissão mestre Hermínio era também um recuperador de alcatruzes do fundo das noras, nas quais mergulhava, em apneia, às vezes, a uma profundidade de mais de dez metros, munido de um covo de rede que prendia a uma corda, para alguém cá em cima debruçado no gargalo da nora o puxar, quando lá tivesse colocado os alcatruzes recuperados.

No inverno quando chegava a época da matança dos porcos era também chamado por muita gente, para esta tarefa que executava com mestria.

Alegre, brincalhão, estava sempre pronto para a graça e o trocadilho que rematava com uma curta gargalhada bem sua caracteristica.

Na parte final da sua vida, o vicio pela bebida, afastou-o do trabalho nas noras que também já era escasso, acabando por desempenhar as funções de coveiro, na freguesia.

Também nessa parte da sua vida, passava mais tempo na taberna, do que no trabalho ou na sua própria casa.

Recordo hoje uma das várias graças que se contam a seu respeito que reflecte bem, o seu apurado espírito brincalhão.

Conta-se que certa noite, estando no baile do senhor Manuel, foi dizer á mulher que se ia deitar.

A mulher recomendou-lhe: -Não apagues a luz, põe o candeeiro mais baixo mas não o apagues, para eu não andar ás apalpadelas quando chegar a casa.

Mestre Hermínio, antes de se deitar, cumpriu á letra o pedido da mulher. Baixou o candeeiro aceso mas para debaixo da mesa.

Ao chegar a casa, a mulher irritada com a brincadeira, grita:

-Ah homem que quase deitas fogo á casa!  Então tu pões o candeeiro aceso debaixo da mesa! ... Estás bêbado!?

E em geito de rogada praga:  -Um copo de aguardente deveria custar cinco contos de réis!

Mestre Hermínio, meio estremunhado, levantando ligeiramente  a cabeça, responde: -Sim mulher e deveria ser, do tamanho do largo da igreja!..

Voltando-se para o outro lado adormece novamente ...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

GIL


No domingo de manhã encontrei o meu amigo Gil (José Joaquim Soares Gil), cumprimentámo-nos.

-Estás bom Zé?

E ele: -Tá bom senhor José?

Brinquei, disse-lhe: -O Senhor está no céu...

Ele: -Então como vai vossemecê?

Desisti. Não vale a pena. Ele sempre me trata assim. Senhor José!

Sendo da mesma idade conhecemo-nos desde sempre. Em criança, 5 ou 6 anos, o Gil teve um terrível acidente quando brincava junto a um carro de mula que se desequilibrou e lhe caiu em cima, esmagando-lhe uma perna.

Este acidente fez atrasar por um ano a sua entrada na escola primária.

Escola primária que não lhe correu bem e que julgo não concluiu. Assim, o José Gil começou a trabalhar ainda muito novo, primeiro na agricultura depois na construção civil.

Muito enérgico, esperto e aplicado era o ajudante que os mestres pedreiros queriam ter. Mas, mais uma vez a vida pregou-lhe uma partida e aos poucos foi ficando agarrado ao vicio do álcool.

Deixou de ser assíduo no trabalho e foi despedido. Volta á agricultura, mas em trabalho precário e sazonal, trabalhando aqui e ali, sem local certo, até porque continuava a não ser assíduo, combinando e faltando ao compromisso.

O vicio da bebida puxava-o para outro local que não o do trabalho.

Perdendo um pouco o controle sobre si próprio, por vezes, era alvo de brincadeiras pouco dignificantes, dos seus camaradas de taberna e passou a ser visto com algum desprezo, pela maioria dos que com ele conviviam.

Hoje, passados os 60 anos, estas e outras desgraças da vida, tiraram-lhe um pouco a lucidez e energia que tinha.

No entanto, o Gil gosta de ciclismo e no domingo de manhã lá estava na apresentação da nova equipa de BTT de Conceição de Faro.

Quando dirigi a máquina fotográfica para ele, aprontou a pose para a foto que lhe prometi publicar.

Aqui está ela amigo Zé, para que os verdadeiros amigos, vejam!

terça-feira, 26 de abril de 2011

ALVARO PAÇO




A Casa do Povo homenageou Álvaro Paço, numa cerimónia que decorreu ontem, ao meio dia, na sua sede e que contou com a presença para além do homenageado, seus filhos e netos, quase todos os actuais dirigentes da Casa do Povo, Presidente, vice-Presidente, vereador e chefe do gabinete do Presidente da Camara Municipal, para além do Rancho Folclórico e de muitos amigos.

A homenagem consistiu na atribuição do nome de Álvaro dos Santos Calçada Paço, ao salão principal da Casa do Povo.

A justificação para esta merecida homenagem está no facto de o Álvaro Paço, desde há muitos anos, ser um amigo generoso da Casa do Povo.
  • Comparticipou por várias vezes, nas obras de conservação e restauração do edifício sede, a última das quais foi já no inicio do mandato desta direcção;
  • Foi durante vários anos, o principal patrocinador da equipa de ciclismo, da Casa do Povo;
  • Tem sido o principal patrocinador da Charola que sem a sua preciosa ajuda não teria conseguido manter os mais de 30 anos de actividade consecutiva;
  • É também um incondicional apoiante do Rancho Folclórico.
A sua incansável disponibilidade para ajudar mereceu da parte dos que com ele privam nestas actividades uma carinhosa forma de tratamento, chamando-o por "mano Álvaro".

Para o mano Alvaro um forte aplauso e o nosso muito obrigado!
JJ Rodrigues

sábado, 23 de abril de 2011

RAIOS DE CARRETA

"Qualquer dia até comes raios de carreta!"


Hoje de manhã quando falava com um amigo a propósito da situação actual em que se vive, surgiu-me a frase que há muito não ouço pronunciar.

Qualquer dia até se come raios de carreta!

Rimos. O meu amigo, alguns anos mais novo do que eu perguntou:
-Raios de carreta? O que é isso?

Respondi-lhe: -Olha, não é nada que se coma!

Expliquei melhor. Bom, carreta sabes o que é e os raios são os elementos que seguram os aros das rodas e que antigamente nas carretas eram feitos de madeira e ferro.

Naturalmente que a frase era em sentido figurado querendo significar que para matar a fome comia-se qualquer coisa, mesmo até aquilo que em principio seria difícil comer.

Hoje, os tempos são difíceis mas certamente nunca chegarão a ser como no inicio e até meados do século passado em que o povo vivia na miséria, sem nada para comer.

Nesse tempo na Conceição de Faro eram muitos os pedintes que de pau e saco ás costas deambulavam pela freguesia, batendo á porta das casas mais abastadas para que lhes dessem alguma coisa para comer.

Do tempo da minha infância recordo a Quinta do Outeiro de Joaquim Baptista e a Quinta Grande de Chico Norte e Joaquim Bernardo, onde os pobres pedintes sempre eram bem recebidos, sendo-lhes dado uma refeição quente e um lugar para pernoitar.

Felizmente que naquele tempo haviam outras mais casas e pessoas que gostavam de dar ajudando os mais necessitados merecendo por isso o nosso reconhecimento.
Refiro  apenas estas por serem as do meu conhecimento pessoal.

Entretanto com isto tudo não dei pelo tempo passar e tive de me despedir á pressa. Acabei por me esquecer de lhe desejar boas festas.

Aproveito agora para lhe desejar a ele, a todos os meus amigos e eventuais leitores, votos de Boa Páscoa e melhores dias!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

LUDGERO URBANO


Há dias precisando de uma imagem para ilustrar um texto que publiquei aqui sobre os velhos "Trilhos" que eram usados para a debulha, lembrei-me do amigo "Ludgero Urbano".

Sei que ele colecciona e possui um grande espólio de máquinas e instrumentos agrícolas, com os quais organizou um museu particular agrícola.

Pensava telefonar-lhe mas encontrei-o por acaso e fiz-lhe o pedido. Sempre disponível prometeu logo ajudar-me.

Hoje, o Ludgero telefonou para me dizer que tinha mandado entregar-me as imagens.

Junto recebi também o seu livro "História da Mecanização e Agricultura - Algarve" que contém também muitas imagens.

Obra interessante publicada em 1995 é sem duvida nenhuma o resultado de muitas horas de pesquisa aturada e dedicação, á causa do conhecimento da agricultura.

Obrigado amigo pela tua disponibilidade.

domingo, 5 de setembro de 2010

TOMADA DE POSSE

Fotos Ana Rita »»»
Durante a Eucaristia Dominical que hoje decorreu no Adro da nossa Igreja e foi presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas e perante uma assembleia de cerca de 500 pessoas, tomou posse hoje o novo pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Conceição de Faro, o Padre PAULO FERREIRA.

O Padre Paulo Ferreira é natural de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, onde nasceu há 37 anos.

Do seu percurso académico destacam-se o Curso de Teologia, na Faculdade de Teologia de Braga e Lisboa da UCP, Pós Graduação em Teologia Pastoral, na Faculdade de Teologia da UCP, Lisboa, curso de Jornalismo no CENJOR, Lisboa e Curso de Comunicação Social e Cultural, na Faculdade de Ciências Humanas, da UCP, Lisboa.

Apesar de jovem o padre Paulo Ferreira tem já um longo percurso pastoral, recebendo agora as chaves da Igreja de Nossa Senhora de Conceição de Faro, para um mandato de seis anos.

Cerimónia bonita que pela primeira vez na nossa aldeia teve lugar ao ar livre, terminou com a procissão ao cemitério para uma oração e um almoço convívio nas instalações da Casa do Povo.

Felicitamos e damos as boas vindas ao novo pároco e desejamos ao Padre José António que agora nos deixa, a continuação por muitos anos do seu percurso pastoral.