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terça-feira, 28 de agosto de 2012

MUSEU AGRICOLA DA QUINTA DA BELA SALEMA


"Ciclomotores Antigos visitam o Museu Agrícola da Quinta de Bela Salema"


Durante a realização do seu 10º Encontro Convívio, que teve lugar no passado domingo dia 26 de Agosto, quis o Clube dos Amigos dos Ciclomotores Antigos, da Freguesia de Conceição de Faro, honrar a Quinta de Bela Salema com a sua passagem em desfile e paragem de visita ao seu Museu Agrícola.

Este simpático gesto de amizade e consideração calou fundo no coração do proprietário e anfitrião sr. João Custódio Mendonça Soares, um dos pioneiros do ciclomotorismo algarvio, e uma vida inteira de dedicação e amor à agricultura, o que fàcilmente se compreende pelo carinho e satisfação que demonstra quando fala das alfaias ou objectos que constituem o acervo do seu Museu.

Por isso se emocionou ao receber e ler a dedicatória do livro "O Algarve, Agricultura e Mecanização" das mãos do Autor e amigo sr.Ludgero Urbano, também ele ciclomotorista, estudioso da agricultura e possuidor do interessante mas infelizmente pouco divulgado Museu do Tractor.

As ruas da Quinta de Bela Salema encheram-se de velhas motorizadas, o seu Museu encheu-se de amigos e admiradores, e o seu coração de contentamento e gratidão.

No livro de honra da casa ficaram as assinaturas do amigos que se quiseram registar, e vão testemunhar para sempre um dos momentos de felicidade de um homem bom.

José do Carmo Elias Moreno

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENGENHOCO


O Engenhoco é um engenho de nora, assim designado por ser de pequenas dimensões e simplificado.

Este engenhoco está colocado com a sua pequena roda de alcatruzes (roda dágua) metade dentro da nora, isto é o seu eixo (viga) está ao nivel do solo, apoiado em cada um dos lados do pequeno gargalo.

Este engenho tal como os de maiores dimensões é feito em ferro e tem um prumo (eixo) vertical de onde saiem a almanjarra ou varal e a guia para prender a besta, actuando em duas rodas dentadas horizontal e vertical (roda do sol) sobre um eixo horizontal (viga) que encaixa na roda de alcatruzes (roda d'água).

O passeio da besta, é feito á volta do gargalo da pequena nora (sanja).

Estes engenhocos de reduzido tamanho, apenas se utilizavam em noras (sajas) de pouca profundidade e pequenas dimensões, como é o caso das três que existem no sitio do Paço Branco, na freguesia de Conceição de Faro, junto á EN 2, do lado direito, em direção á cidade de Faro.

No Paço Branco, existem várias nascentes que até há poucos anos atrás brotavam água todo o ano.

Em tempos remotos alguma dessa água foi canalizada numa levada subterrânea paralela á estrada que passa por essas pequenas noras.

Um pouco mais á frente cruza a estrada, junto ao Blé Graça que tem uma pequena pelheita para poder tirar a água.
A seguir á pelheita um pouco mais á frente a água vem á superfície  e corre pela valeta da própria estrada, até entrar na horta e ir encher o tanque do Dr. Esquível, já nas Campinas de Faro (uma parte desta água quando em demazia, seguia valeta abaixo, sempre no lado esquerdo da E.N.2, passava pelo Chelote e Bate Cú, até á ribeira da Goleta na Perna de Pau) .

A água sobejante do tanque era encaminhada novamente para a valeta mas agora da estrada de Conceição para Faro, correndo para a ribeira da Goleta e daí até á ria de Faro.

Resta dizer que no Paço Branco para além destes três engenhocos, existe outra curiosidade que é a nora dos três engenhos.
Uma nora onde trabalhavam três engenhos que por sua vez iam abastecer três diferentes tanques. Devido á grande quantidade de água que podia ser retirada da nora os engenhos podiam trabalhar em simultâneo.

Acrescento a titulo de curiosidade que:
  1. Almanjarra, é o varal que prende ao prumo, onde através do balancim com os tirantes (correntes ou cordas) se atrelavam pelo cangalho, os animais;
  2. Guia, é o varal preso igualmente ao prumo onde se prendia á frente pelo cabresto com a arreata, o animal;
  3. Entre-olhos, é um apetrecho feito em palma ou outro material que se colocava na cabeça do animal para lhe tapar os olhos, para evitar que almareasse com o andar á roda;
  4. Roda d'água, é a roda composta por dois aros, separados pelas costas. Em cada costa uma patilha onde encaixa a corda com os alcatruzes;
  5. Roda do Sol, é a roda que fica na outra ponta da viga que a liga á roda d'água;
  6. Sanjas, é o nome pelo qual em alguns lugares designavam estas pequenas noras cujos gargalos não eram redondos, mas sim rectangulares;
  7. A pelheita (ou pulheita) é uma pequena caixa que existe junto ao tanque, envolvendo a sua válvula de saída, fazendo de caixa de derivação, controlando também a força e a pressão de saída da água do tanque para a levada ou para o rego.Ao longo das levadas também se usam as pelheitas como caixas de derivação;
Nota: -Para a identificação de algumas destas peças tive a colaboração do amigo Agostinho Santos Tangarrinha que agradeço.

sábado, 6 de novembro de 2010

TALEFE


Conheço-o desde a minha infância porque nasci a pouco mais de uma centena de metros da sua localização.

Está no sitio dos Caliços quase no extremo nascente da fazenda do "Agostinho" mesmo em cima do valado que faz a partilha daquela propriedade com um pequeno mato meio abandonado.

Na infância, a curiosidade levava-me a  ir pela vereda que serpenteava entre aroeiras, tojos e tomilhos, para subir ao seu cimo. Naquele tempo, lá de cima, avistava-se algumas casas dispersas, alfarrobeiras, figueiras, o valado e o mato em redor.

Para sul aparentemente a curta distância até á linha do horizonte, podia ver o mar que em dias claros reflectia a luz do sol como um grande espelho.
Se lá fosse á noite, veria um espectáculo de luzes trémulas que me pareciam as de uma procissão, todas muito alinhadas correspondendo ás traineiras que no mar efectuavam a sua faina de pesca nocturna.

Quanto ao "Talefe" não sabia ao certo para que servia, mas habituei-me a respeitá-lo porque tinha sido advertido pelos meus pais para não lhe causar qualquer estrago, caso contrário, seria castigado pela tropa ou pela guarda.

Na escola aprendi que o seu verdadeiro nome era "Marco geodésico" e que era muito útil para a orientação da tropa. A partir desse conhecimento fiquei a respeitá-lo mais, embora não compreendesse como é que orientava a tropa se eu nunca tinha visto por ali qualquer tropa.

Hoje o nosso "Talefe" ainda lá está. Talvez já não oriente a tropa, mas mantém-se num dos pontos mais altos da freguesia de Conceição de Faro.

Não sei ao certo a sua idade, sei que foi construído pelos militares, na década de 40 para 50, do século passado.

Resta dizer que o velho valado de caliço foi construído alguns anos antes, por um pedreiro residente nas redondezas que se chamava João Rodrigues Pereira, com a ajuda do seu filho mais velho João Rodrigues.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

USO CAPIÃO

Já se pode de novo transitar no Porto dos Carreiros.

A ribeira secou e está tapado o enorme buraco que durante o inverno foi o causador de grandes arrelias, aos que se atreviam na travessia da ribeira.

Também estão tapados os sinais que proibiam o transito aos veículos?

Assim, retoma-se o "uso capião" daquele acesso que volta de novo a poder ser utilizado sem perigo, por todos os que o desejarem.

Enfim, tudo normal até ao próximo inverno.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Ratoeira


A ratoeira continua activa e a causar vitimas.
Hoje de manhã mais um veiculo preso no leito da ribeira, no Porto do Carreiros, com os inevitáveis prejuízos.
Sugerimos que os sinais de transito proibido sejam colocados no centro do caminho de acesso, para evitar que os veículos possam efectivamente circular.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

PORTO CARREIROS



Mais um atascado. Hoje de manhã lá estava mais um incauto no meio da ribeira.
Sem mais comentários.

terça-feira, 13 de abril de 2010

PORTO DOS CARREIROS


"Mais um lamentável acidente na travessia da ribeira ..."
Apesar da sinalização (2 sinais de cada lado?) que o condutor ignorou e o resultado está á vista, o carro acabou por ficar preso e imobilizado no leito da ribeira.
Ignorância, imprudência ou outro motivo qualquer não sabemos. O facto é que voltou a acontecer um acidente naquele local que os sinais de "transito proibido" colocados no inicio dos acessos não conseguiram evitar.
Reforçamos a ideia de que deveriam ser coladas barreiras físicas nos acessos impedindo a passagem dos veículos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A ARMADILHA



(Imagens recolhidas esta manhã)

Hoje de manhã, mais um lamentável acidente no "Porto dos Carreiros", onde um morador local tentou atravessar e ficou preso, numa autêntica armadilha que é o leite da ribeira, nesta época do ano.
Segundo afirmou o condutor ao entrar no caminho de acesso á ribeira, apercebeu-se da forte corrente e ainda inverteu a marcha, mas não conseguiu recuar e tentou a travessia, ficando imobilizado como demonstram as fotos.
Um acidente que seria evitado se no inicio dos acessos de cada lado da ribeira, fossem colocados, por exemplo, uns simples montes de terra, impedindo a entrada.

Seja como fôr é urgente tomar medidas, para que no futuro não se tenha que lamentar algo mais grave.

sábado, 6 de março de 2010

PORTO DOS CARREIROS




"Força do hábito ou gosto de arriscar ..."

 
O "Porto dos Carreiros" é uma antiga passagem que liga a Galvana á estrada da Caldeira do Neto, pelo leite da "Ribeira do Rio Seco,"situando-se na partilha entre as freguesias da Conceição e da Sé, no concelho de Faro.

Esta passagem que no verão é pacifica torna-se difícil ou impossível no inverno, daí que há muito tempo é reclamada uma ponte naquele local.

Não sei se é a força do hábito ou gosto de arriscar. O certo é que são muitas as pessoas que se servem diariamente daquele atalho. Nesta época de chuva, em que a ribeira corre com alguma intensidade, arriscam os seus veículos e até a vida, para atravessar.

Ontem por exemplo foram dois os veículos que lá ficaram no meio da ribeira. Tiveram de ser rebocados para sair. Um dos veículos que tentou atravessar, uma enorme máquina, ficou bloqueada no meio da ribeira, só conseguindo sair com o apoio de outra maior.

Em tempos a autarquia colocou sinalização a proibir a passagem, mas não resolveu a situação uma vez que as pessoas ignoravam o sinal de transito.

Pede-se uma medida mais drástica e urgente, colocando durante o inverno, de ambos os lados uma barreira fisica que impeça a passagem e entrada na ribeira, dos veículos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JACARANDÁS


"Adro da igreja da nossa aldeia!..."

Habituei-me a vê-los no adro da igreja da nossa aldeia. Eram, se a memória não me falha, quatro!

Uma vez por ano, as suas belas flores, surgiam no meio das ralas folhas verdes em grandes cachos que passado algum tempo cobriam de efémero tapete lilás, todo o chão circundante!

Desconhecia o seu nome, nem isso me preocupava. Aproveitava a sua sombra e inconscientemente a extrema beleza dos seus cachos floridos, ficou no imaginário das minhas memórias infanto-juvenis.

Desses quatro actualmente no mesmo local, só existe um que cumpre o seu ciclo natural, tal como fazia há mais de 50 anos! Não necessita de cuidados especiais. Aproveita o que a natureza lhe dá, a água das chuvas, o sol, recolhendo da terra o resto que precisa.

Hoje quase por acaso descobri o seu nome: -Jacarandá Mimoso! Planta ornamental oriunda da Argentina e Bolívia.
Existe também em abundância no Brasil, noutras partes do mundo, tal como, nas cidades, vilas e aldeias portuguesas.

Que continue a encher de cor e sombras os nossos jardins, praças, ruas e o adro da igreja da nossa aldeia!

domingo, 24 de maio de 2009

A CASINHA DA POLVORA

" Grande motivo da minha curiosidade!... "

Situo esta pequena história, entre os anos 1958 e 1959.

Morando na casa onde nasci, no sitio dos Caliços, comecei a ir para a escola pelo caminho que me parecia mais fácil, passando entre as casas do ti' Chico Graça e da ti' Casaca, tinha ao meu lado direito, a Ermelinda Charra, o António Fitas, a Virgínia Graça e no lado esquerdo, o João Lentes, o Praxedes, descendo a ladeira do Sambraseiro, tinha O Zé Martinho, a Bia Martinho e no outro lado o Joaquim Pézinho, o Chico Serro, até ás casas do Luís Portinho, seguia para a casa do mestre Armando Cardoso, avistava sobranceira no alto, a Quinta do Outeiro, do Joaquim Baptista, aí voltava em direcção á aldeia, sempre a descer, passava pelo mestre Zé Rola, sapateiro, o Sr. Melo, "canastreiro", a menina Olívia, á direita tinha as Bispas e o Pardal, passando entre a venda do Zeca e a do senhor Manuel, a Casa do Povo ficava do lado esquerdo, assim como o salão de chá (casa paroquial) a igreja mesmo em frente á direita, atravessava o adro e chegava à escola nova, onde a senhora Olga que era a continua nos esperava á porta.

Na sala dos rapazes, já preparada para iniciar a aula, estava a “velha”, professora Dona Maria.

Na outra sala, a das meninas era a professora Dona Angelina que leccionava.

A aula decorria entre as 9 e as 15,30 horas, com uma hora de intervalo para o almoço o que nós fazíamos em pouco mais de dez minutos ficando com o resto do tempo para brincar. A meio da manhã também tínhamos um intervalo para o lanche que aproveitávamos para mais umas brincadeiras

Jogar ao pião e ao berlinde eram as brincadeiras preferidas, mas muitas vezes também jogávamos ao “coito”, nome que dávamos ao jogo das escondidas.

No outro lado do arame, não eram permitidas misturas, as meninas brincavam á “boneca” e ao “calhau”.

Na sala de aulas equipados a rigor com os nossos “bibes” brancos, se não fosse o corte do cabelo, parecíamos todos meninas.

No regresso a casa fazia o mesmo caminho.

Uma ou outra vez, deixava a estrada, aventurando-me por terrenos que os meus 7 anos de idade, ainda não me permitiam conhecer bem.

Gostava de seguir pela vereda que serpenteando junto ao “arrife de pedra” começava a curta distância da aldeia, seguia para nascente em direcção a Pechão e me passava mesmo em frente á porta da casa.

Por vezes assustava-me julgando ver a lendária "cobra" gigante que andava por ali e que segundo se consta, certa vez, fez perder a coragem a dois dos homens mais fortes e destemidos da nossa freguesia que foram o Joaquim Poeira e o Cesário Mariano.

Diz-se que andando os dois á caça, na fazenda do Agostinho, o Poeira que levava a arma viu enrolada no pé de uma alfarrobeira, a tal dita cobra gigante e não achando coragem para atirar, voltou para trás entregando a arma ao Cesário que ao ver o monstro, se apressou a voltar para trás, sem lhe fazer um único tiro. Ainda há bem pouco tempo alguém avistava o citado animal que por ali anda!

Utilizando este trajecto, eu passava entre tojos, tomilhos, aroeiras e traviscos, um pouco a norte do mato do “Goela” e embora a medo, por vezes ousava aproximar-me do grande motivo da minha curiosidade que era não a cobra, mas a casinha da pólvora ou do fogo, como lhe chamávamos, uma pequena fábrica de pirotecnia, onde se faziam os foguetes, as árvores de fogo, as bombas e as becheninas que abrilhantavam todas as festas das redondezas, como a de S. Luís, a de Nossa Senhora da Conceição e as dos Santos Populares.

É claro que ali se fabricava fogo para muitas mais festas mas estas eram as que se comemoravam na nossa aldeia.

Um acidente causou grande estrago, rebentando com todo o fogo que já estava preparado para as festas.

Passado pouco tempo, outro acidente, desta vez mais grave e terrível, destruiu toda a casa, custando a vida a um dos piro técnicos que lá trabalhavam e fez encerrar definitivamente a fábrica.

Também eu, ainda antes de terminar o primeiro ano escolar, mudava-me para o Sitio do Besouro, alterando todo o percurso diário para a escola.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A RIBEIRA


"...a ribeira leva água..."

Há cerca de duas semanas consecutivas, desde das chuvas do inicio de Fevereiro, que na ribeira corre água, ou melhor, como nós costumamos dizer “a ribeira leva água”.

Longe vão os tempos em que a ribeira começava a levar água no final do Outono, princípio do Inverno e só secava no final da Primavera inicio do Verão, ocorrendo de vez em quando algumas cheias com a água a extravasar o seu estreito e sinuoso leito, provocando alagamentos nos terrenos vizinhos.

Desde sempre com uma relação muito próxima com a nossa aldeia, até há alguns anos atrás a ribeira era um elemento importante na vida de grande parte da nossa freguesia.
Era na ribeira que semanalmente se lavava a roupa, era também na ribeira que após a matança do porco se iam lavar as tripas, era também na ribeira que se ia buscar a água para regar algumas hortas mais próximas e era na ribeira que se apanhavam os calhaus que se utilizavam na construção das casas.

Foi na ribeira que eu e muitos outros miúdos aprendemos a dar as primeiras braçadas na água.

O aparecimento dos furos artesianos, o enorme crescimento do consumo de água e também as alterações climatéricas, chove agora menos do que chovia naquela altura, faz com que quando a ribeira corre duas semanas consecutivas seja noticia.

A ribeira está actualmente um pouco esquecida e houve até alguém que resolveu vazar para lá os esgotos da estação de tratamento. Felizmente essa situação neste momento já está resolvida e ultrapassada.

Cumprindo a sua principal função que é a de receber os excessos de águas das chuvas que caiem e correm desde a serra de São Brás de Alportel, até á Ria formosa, em Faro, alheia a todos os casos e problemas, a ribeira aí está carregada de história e histórias certamente interessantes.

O seu leito cada vez mais seco, faz jus ao seu próprio nome “Ribeira do Rio Seco”.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CAFÉ DA ANTONIA

Após a realização das obras necessárias, voltou a abrir ao público o Café da Antónia, agora com novo visual.
Tal como havíamos noticiado o café foi obrigado a fechar temporariamente pela ASAE, até serem efectuadas as imprescindíveis obras.
Feitas as obras, tudo volta ao normal naquela que é uma das mais antigas casas comerciais da nossa Aldeia.

domingo, 9 de novembro de 2008

RUA 25 ABRIL



Inesperadamente a GNR começou a multar os veículos que se encontram estacionados na Rua 25 de Abril, no centro da nossa Aldeia.

Tivemos conhecimento que na Quinta-Feira, pelos menos um dos veículos pertencente a um morador naquela rua, foi multado logo pela manhã.

A partir desse dia, têm sido vários os veículos que são obrigados a retirar do estacionamento naquela rua, sob pena de serem igualmente multados.

Até este momento desconhece-se a que deve este repentino zelo por parte da GNR.

Acreditamos que a GNR sabe o que está a fazer mas era bom que a população fosse rapidamente esclarecida sobre o motivo de tal proibição. Poupar-se-á certamente muitos aborrecimentos futuros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CAFÉ DA ANTÓNIA


Venda do Senhor Mariano »»»

Uma das mais antigas casas comerciais da nossa Aldeia ainda em actividade, foi encerrada pela "ASAE" que ontem á tarde ali efectuou uma acção de fiscalização.

Para voltar a abrir ao público, terão de ser efectuadas obras que aquela entidade fiscalizadora considera imprescindíveis para o funcionamento da casa comercial.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A ROTUNDA



Finalmente!!!
Esta tarde ao passar no "cruzamento do Bolas", já se circulava na "Rotunda" ainda em construção, mas em vias de acabamento.

Com o terminar da obra esperamos finalmente que o trânsito se faça com mais fluidez, sem as arreliadoras filas que até agora aconteciam pela manhã, principalmente em tempo de aulas.

Também se espera uma redução significativa nos acidentes que aquele cruzamento causava.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

POÇOS D'AGUA


"Poço da Galvana..."

Certamente a maioria das pessoas não se recorda ou simplesmente não conheceu os Poços. No entanto alguns anos atrás eles estavam bem presentes no nosso dia a dia, porque era aí que nos abastecíamos de água para as necessidades diárias.

Na nossa como noutras freguesias, os poços estavam junto aos caminhos principais alguns até no meio das estradas. No início a água era retirada manualmente por meio de balde e corda, mas na parte final da utilização dos poços, por motivos de segurança colocaram-se coberturas nos gargalos e foram montadas bombas manuais para facilitar a extracção da água.

Na freguesia existiam vários poços particulares e os poços públicos de: Galvana, Chaveca, Besouro e o da aldeia, situado junto á ponte sul.

Os poços são constituídos por um buraco redondo escavado no chão, com uma profundidade de 15 a 30 metros e um diâmetro entre os 2 e os 5 metros, na protecção têm um “gargalo” igualmente redondo, feito em pedra, com cerca de um metro de altura que é a boca do poço.

Junto aos poços existiam pias em pedra para que se pudesse dar de beber aos animais.


(Antiga Nora com restos de engenho p/animais)

Mais recentemente também na nossa freguesia, surgiram centenas de “Noras”particulares que tinham as mesmas características físicas dos poços, mas a água era retirada por meio de um engenho mecânico e uma corda com os alcatruzes.

Normalmente esse engenho era movido por animais tais como mulas, burros, machos, éguas, vacas ou por meio de moinhos de vento e finalmente por potentes motores a diesel.


(Moinho de Vento p/Nora)

Na época em que os engenhos eram movidos por animais, durante a noite era preciso que alguém vigiasse e substituísse os animais para que o engenho não parasse e no dia seguinte houvesse água para a rega.

A água era acumulada em tanques, para depois ser utilizada principalmente na rega das hortas e na alimentação de pessoas e animais.


(Tanque da Nora de dois engenhos, no Paço Branco, junto á E.N.2, um local onde se podia matar a sede e refrescar. Infelizmente já não existe, só ficaram alguns vestígios, a foto e a memória)


Durante o verão esses motores trabalhavam sem cessar e no silêncio da noite ouvia-se uma estranha sinfonia de motores de explosão que ajudavam na obtenção da água para as regas.

Actualmente tudo isso foi substituído pelos “Furos” de várias dezenas de metros de profundidade, senão centenas e modernas bombas submersíveis, com motores eléctricos.

Já quase que não se utilizam os tanques e a água vai directamente para a rega que nalguns casos é feita automaticamente controlada por computador.

Dos velhinhos Poços há muito tempo que ninguém se lembra! Por essa razão e á laia de testemunho aqui deixo estas linhas que naturalmente poderão ser melhoradas ou corrigidas por quem souber e quiser contribuir.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

CAIXA MULTIBANCO

Há muito desejada na nossa Aldeia onde ainda não existia, aparece agora a caixa de multibanco, possibilitando a utilização deste sistema bancário, dentro da aldeia.

A caixa está instalada no edifício sede da Junta de Freguesia.

A sede da freguesia que continua a ser ignorada pelas instituições bancárias que aqui ainda não viram interesse para instalar qualquer delegação, merece agora a atenção do multibanco.

domingo, 9 de setembro de 2007

ROTUNDA


"Rotunda cruzamento do Bolas ..."

Conforme a imagem documenta tiveram inicio as obras de construção da Rotunda no cruzamento do Bolas.
Este cruzamento diariamente pela manhã causa uma grande fila de transito e arreliadora espera aqueles que a partir da nossa Aldeia, se dirigem para a cidade de Faro, com demora ainda maior, em tempo de aulas.
Com a construção desta rotunda espera-se que venha aliviar esses problemas de transito naquele cruzamento e evitar até alguns acidentes que ali têm ocorrido.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A PONTE

Hoje, ao passar pela ponte que está a norte da nossa Aldeia apercebi-me realmente como uma das suas guardas laterais está bastante danificada, devido aos inúmeros acidentes que sucedem no cruzamento que lhe está próximo e que invariavelmente lhe vêm embater causando aqueles estragos.

No cruzamento a falta de visibilidade para quem vem do lado do Outeiro e também a falta de alguma precaução, faz com que aconteçam ali muitos acidentes, alguns com gravidade pondo em risco vidas e bens dos que como eu, por ali passam diariamente.
Sou testemunha do que se tem feito para melhorar a segurança do cruzamento, inclusive foram colocadas bandas sonoras na descida, mas mesmo assim, tudo isso continua a ser ignorado por alguns condutores que pelo simples facto de terem prioridade, ignoram tudo o resto, passando por ali a velocidades não aconselháveis pela prudência e bom senso.
Não se trata de culpa mas a falta de culpa não lhe evita os enormes dissabores que um acidente sempre causa. Certamente se fosse um pouco mais prudente diminuiria muito a possibilidade dos acidentes e os seus efeitos.
E já agora a GNR coloca-se muitas vezes junto á ponte a sul da Aldeia, se também estivesse junto á ponte norte, faria com que os condutores fossem um pouco mais cuidadosos.