"Conceição freguezia derramada por cazaes a N.O. de Faro, quasi toda em terreno plano e de boa produção de cereaes e algum figo. Igreja mediana em fábrica, junto á ribeira que vêm á ponte do Rio Secco na estrada de Faro, só com casas do parocho ao pé, o qual pagava outr´ora 400 réis por anno ao prior de S. Pedro de Faro, de reconhecença. Confina com Estoi ao N., S. João da Venda e Stª. Barbara a O., Faro a S., Pexão a E. ... antigo curato de apresentação do Bispo no termo de Faro..."
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
PEQUENO LIVRO
Escondido de indiscretos olhares,
encontrei uma jóia pequenina,
entre cadernos e outros livros escolares,
bonecas e brinquedos de menina.
Muito pequeno, mas tão cheio de amor.
Quando o abro e leio... que emoção!
Pois na vida nunca li livro maior;
que me tocasse tão fundo o coração.
Duas rosas na capa branca, e sem título.
Letra redondinha,e aspecto delicado.
Sem prefácio.Todo ele um só capitulo.
Fez meu coração bater mais apressado,
quando nele simplesmente li:
Querido pai...gostamos muito de ti.
J.Elias Moreno
Almada, 2.Nov.2015
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
NATAL 2014
Prece de Natal
Vem de novo meu Menino Jesus
do ventre Sagrado de Maria,
e derrama sobre o Mundo a Tua luz,
da Paz, da Esperança e da Alegria.
Vem de novo ensinar aos doutores,
o caminho da Justiça e da Verdade,
do Amor, da Partilha... e os Valores
que conduzem à Verdadeira Felicidade.
Vem nascer no Presépio solitário
de cada sem abrigo e espoliado;
porque só desânimo e tristeza acharás,
e o Teu Povo cruxificado num Calvário,
sem futuro, escarnecido e humilhado
entre os malvados filhos de Barrabás!
J.E.M.
do ventre Sagrado de Maria,
e derrama sobre o Mundo a Tua luz,
da Paz, da Esperança e da Alegria.
Vem de novo ensinar aos doutores,
o caminho da Justiça e da Verdade,
do Amor, da Partilha... e os Valores
que conduzem à Verdadeira Felicidade.
Vem nascer no Presépio solitário
de cada sem abrigo e espoliado;
porque só desânimo e tristeza acharás,
e o Teu Povo cruxificado num Calvário,
sem futuro, escarnecido e humilhado
entre os malvados filhos de Barrabás!
J.E.M.
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
NATAL
Prece
Vem de novo, meu Menino Jesus,
do ventre sagrado de Maria,
e derrama sobre o mundo a tua luz;
da paz, da esperança e da alegria.
Vem de novo, meu Menino Jesus,
do ventre sagrado de Maria,
e derrama sobre o mundo a tua luz;
da paz, da esperança e da alegria.
Vem de novo ensinar aos doutores,
o caminho da justiça e da verdade,
do amor, da partilha, e os valores
que conduzem à verdadeira felicidade.
Vem nascer no novo presépio solidário
de cada sem abrigo e espoliado,
porque só a alegria das crianças acharás,
e o teu povo crucificado num calvário;
sem futuro, escarnecido e humilhado,
entre os malvados filhos de Barrabás.
José Elias Moreno
Natal de 2013
o caminho da justiça e da verdade,
do amor, da partilha, e os valores
que conduzem à verdadeira felicidade.
Vem nascer no novo presépio solidário
de cada sem abrigo e espoliado,
porque só a alegria das crianças acharás,
e o teu povo crucificado num calvário;
sem futuro, escarnecido e humilhado,
entre os malvados filhos de Barrabás.
José Elias Moreno
Natal de 2013
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
ODE AO BATE CU
"Bate Cu ... aldeia Morena"
No coração das Campinas
há uma aldeia pequena;
quinze casas pequeninas,
Bate Cu...aldeia Morena.
Morena, porque Morenos
eram os seus proprietários;
senhorios de pequenos,
grandes artistas e operários.
Sem água, esgotos ou luz,
mas lixeira aberta ao céu;
o que por vezes conduz
a cagar de cu ao léu!
E por isso lhe chamaram
este nome feio e raro;
e nem se quer se lembraram
que estavam às portas de Faro.
No Ti Joaquim Farrajal,
venda pacata e decente;
havia sempre jornal,
e “quartinhos” de aguardente.
O velho José Farelo,
GNR reformado;
compunha sapatos de ourelo
e todo o tipo de calçado.
O senhor João Sapateiro,
em obra fina um artista;
ganhava muito dinheiro
nos sapatos de corista!
Ali moravam cantoneiros,
que cuidavam da estrada,
pedreiros , relojoeiros,
e trabalhadores de enxada.
Mas a glória suprema
e que os levou ao delírio;
foi figurar no cinema,
no filme de Carlos Porfírio.*
* (Um Grito na Noite)
(1948)
José Elias Moreno
Almada
5.11.2013
há uma aldeia pequena;
quinze casas pequeninas,
Bate Cu...aldeia Morena.
Morena, porque Morenos
eram os seus proprietários;
senhorios de pequenos,
grandes artistas e operários.
Sem água, esgotos ou luz,
mas lixeira aberta ao céu;
o que por vezes conduz
a cagar de cu ao léu!
E por isso lhe chamaram
este nome feio e raro;
e nem se quer se lembraram
que estavam às portas de Faro.
No Ti Joaquim Farrajal,
venda pacata e decente;
havia sempre jornal,
e “quartinhos” de aguardente.
O velho José Farelo,
GNR reformado;
compunha sapatos de ourelo
e todo o tipo de calçado.
O senhor João Sapateiro,
em obra fina um artista;
ganhava muito dinheiro
nos sapatos de corista!
Ali moravam cantoneiros,
que cuidavam da estrada,
pedreiros , relojoeiros,
e trabalhadores de enxada.
Mas a glória suprema
e que os levou ao delírio;
foi figurar no cinema,
no filme de Carlos Porfírio.*
* (Um Grito na Noite)
(1948)
José Elias Moreno
Almada
5.11.2013
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sábado, 20 de julho de 2013
PORTUGAL ESTÁ LIXADO
(Foto de José Carlos)
Portugal está lixado
Com estes maus governantes
Pois tudo está mudado
Nada é como era antes!
O povo não tem emprego
Dinheiro também não tem
O primeiro ministro é cego
Só vê o que lhe convém!
Tira a reforma aos velhinhos
Que já vivem na agrúria
Se vai por este caminho
Leva o país á penúria!
As contas estão sempre tortas
Cada dia há uma falha
Seja o Coelho ou Portas
É tudo a mesma canalha!
Fizeram muitas promessas
Quando houveram eleições
Hoje fazem tudo ás avessas
Mas que grandes aldrabões!
O PS quer mandar
Quer que este governo saia
Eu não vou acreditar
Eles são todos da mesma laia!
O ministro das finanças
Rouba-nos todos os dias
Fala muito em poupanças
Mas isso são tudo fantasias!
O Cavaco fala, fala
Para não dar parte fraca
Outras vezes até se cala
Vai sacudindo a casaca!
(Manuel do Rosário António)
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MANUEL DO ROSÁRIO
(Foto de José Carlos)
Manuel do Rosário foi o amigo que hoje de manhã encontrei á porta do José Carlos, tal como habitualmente acontece aos sábados de manhã quando por lá paramos, para fazer as compras.
Como havíamos combinado no ultimo sábado o Manuel entregou-me dois dos seus trabalhos em verso para publicar aqui.
Ficámos um pouco na conversa á qual se juntou o José Carlos que aproveitou para fazer uma foto actualizada do Manuel.
Na breve conversa, recordou-me que nasceu no interior da serra algarvia, nos Montes Novos, Salir, Loulé e que aos vinte anos de idade, veio trabalhar para Faro, como jardineiro.
Ao cabo de alguns anos emigrou para França onde se manteve cerca de ano e meio, regressando novamente a Faro, para trabalhar na construção civil.
Alguns anos depois voltou á sua profissão de jardineiro indo trabalhar para o Jardim da Alameda e mais tarde para o hospital de Faro, onde se manteve por 25 anos, até á sua aposentadoria.
Prestes a completar os 80 anos, continua a residir na Chaveca, Conceição de Faro, onde sempre residiu excepto no tempo em que esteve em França, motivo até porque ganhou a alcunha de "Manel da Chaveca", também conhecido pelo "Manel da Filipa".
Poeta popular, repentista e improvisador, é também um exímio tocador de ferrinhos que acompanhou o Rancho Folclórico da Casa do Povo, durante alguns anos, assim como a Charola, onde encantava com as suas "vivas de improviso".
É imbatível no canto ao desafio ou desgarradas, tendo sempre resposta pronta e acertada para o que quer que seja, terminando todas as suas quadras com uma breve e característica gargalhada.
É este o Manuel do Rosário que conheço praticamente desde a minha infância, quase sempre bem disposto, que se juntava ao grupo das "futeboladas" de todas as tardes, no largo onde é hoje a Casa do Povo e que gostava de jogar a guarda-redes.
Agora o Manel desce quase todas as tardes até á aldeia para se juntar ao grupo de amigos que no "café FF", disputam renhidos e animados jogos de dominó e aos quais dedicou os versos seguintes:
Ao dominó vou jogar
Um pouco para entreter
Vou ver se posso ganhar
Que não gosto de perder!
O Zé Maria Baltazar
Quando joga a meu lado
Se não o deixo ganhar
Fica todo chateado!
Lá tá o Manuel João
Que não sabe o que fazer
Fica com o jogo na mão
Depois diz que foi sem querer!
Também não é todo tonto
O amigo Adelino
Fica sempre com pouco ponto
E pede outro cappuccino!
O António carpinteiro
Não vai muito ao desleixo
Como é muito matreiro
Joga sempre para o fecho!
E há o Manuel Mestre
Que também gosta de jogar
Mas é uma grande peste
Leva uma hora a pensar!
(Manuel do Rosário António)
terça-feira, 25 de junho de 2013
VIVAM OS SANTOS POPULARES
com tanta animação;
foguetes a estralejar
sardinha a pingar no pão,
salada de tomates e pimentos,
cerveja e vinho à toa,
até esquecer os lamentos!
À toa, é como quem diz,
No Porto, em Braga ,em Lisboa
e no resto do País,
que mais parecia um velório.
Quanto mais não vale a festa,
as marchas e o foguetório,
fazendo esquecer do que resta,
dos coelhos, dos gaspares
e da crise...se é que a há?
Mas, só três Santos Populares
é pouco...assim não dá;
pois a festa assim só dura
oito ou nove dias no ano!
E se pedíssemos ao Vaticano
mais quatro Santos por mês,
Populares e bem dispostos?
Assim esquecíamos de vez
a crise, as taxas e os impostos!
(José Elias Moreno)
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
ALDEIA DA CONCEIÇÃO
"eu no meu coração guardo..."
Se aquela pedra contasse
os segredos que a rodeia,
talvez muita gente chorasse
de saudade da sua Aldeia
Por muito humilde que seja;
da aldeia onde nascemos,
lembramos sempre a Igreja
e o tempo que lá vivemos.
Da aldeia da Conceição,
eu no meu coração guardo,
e recordo com emoção
o Honorato Pisco Ricardo.
Amigo sempre dedicado,
franco e leal...um senhor.
Por todos é recordado,
como o senhor professor!
Jose Elias Moreno
Se aquela pedra contasse
os segredos que a rodeia,
talvez muita gente chorasse
de saudade da sua Aldeia
Por muito humilde que seja;
da aldeia onde nascemos,
lembramos sempre a Igreja
e o tempo que lá vivemos.
Da aldeia da Conceição,
eu no meu coração guardo,
e recordo com emoção
o Honorato Pisco Ricardo.
Amigo sempre dedicado,
franco e leal...um senhor.
Por todos é recordado,
como o senhor professor!
Jose Elias Moreno
sexta-feira, 20 de julho de 2012
SERRA SACRIFICADA
"Ouço o crepitar das chamas que a consomem ..."
Já não escuto o murmúrio das nascentes,
nem os acordes das flautas dos pastores.
Ouço os gritos de aflição e dor plangentes,
dos seus velhos e resistentes moradores.
Ouço o crepitar das chamas que a consomem,
e espalham o horror, a revolta e a tristeza.
Vejo o negro de fumo no céu e vejo o homem,
impotente e rendido à natureza.
Fogem os animais da serra horrorizados,
acossados pelo fogo destruidor.
Cala-se a cigarra ... pia o mocho na fugida.
Olho teus sobreiros e medronheiros carbonizados,
e penso no velho e desalentado agricultor;
que amaldiçoa ... o seu triste fim de vida.
José Elias Moreno
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sábado, 5 de maio de 2012
NOVA CANTATA DA PAZ
"vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar."
(Sophia de Mello Brynner Andresen
in Cantata de paz)
"O Sopro do mundo global ..."
Vivemos sentimos e sofremos
Não podemos suportar.
Vivemos sentimos e sofremos
Não podemos suportar.
Vemos ouvimos e lemos,
não queremos acreditar.
No triste futuro que temos
de incertezas a enfrentar.
Pior que a bomba de Hiroshima
Foi o hipotecar de esperanças,
a entrega aos povos da China
do futuro de nossas crianças.
Hoje nos povos destroçados
da Europa de braços caídos,
escondem-se ódios recalcados
nos seus gritos reprimidos.
Nada pode apagar
tanta injustiça...tanto mal.
Não podemos suportar
O sopro do mundo global.
José Elias Moreno
4.Maio.2012
(Sophia de Mello Brynner Andresen
in Cantata de paz)
"O Sopro do mundo global ..."
Vivemos sentimos e sofremos
Não podemos suportar.
Vivemos sentimos e sofremos
Não podemos suportar.
Vemos ouvimos e lemos,
não queremos acreditar.
No triste futuro que temos
de incertezas a enfrentar.
Pior que a bomba de Hiroshima
Foi o hipotecar de esperanças,
a entrega aos povos da China
do futuro de nossas crianças.
Hoje nos povos destroçados
da Europa de braços caídos,
escondem-se ódios recalcados
nos seus gritos reprimidos.
Nada pode apagar
tanta injustiça...tanto mal.
Não podemos suportar
O sopro do mundo global.
José Elias Moreno
4.Maio.2012
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sábado, 7 de abril de 2012
SEXTA-FEIRA DE PAIXÃO
Como Judas ...
Cuidado com as falsas amizades!
certifica-te da sua boa proveniência,
pois nunca as promessas são verdades
se quem promete o faz sem coerência.
Desconfia de quem por tudo e por nada,
se toma por amigo de todo o mundo,
desconhece a amizade desinteressada
...e esconde a traição lá no fundo.
Cuidado com o "amigo" bajulador,
pois é inconstante, e o seu humor flutua;
vive cantando solidariedade e amor.
Finge partilhar daquilo de que gostas,
hoje passa a vida a por-te nos cornos da Lua,
...amanhã mete-te a faca nas costas.
José Elias Moreno
Sexta feira de Paixão
Ano MMXII da Era de Cristo
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
IPv6
"... sinto que há na sociedade um vazio"
Assisti pela Internet em três dimensões,
a uma importante vídeo conferência;
com pormenores detalhes e descrições,
deste moderno milagre da ciência.
Dou graças à Vida, que me permitiu
desfrutar de tão fascinante sucesso.
Mas sinto que há na sociedade um vazio,
e um perigoso e tremendo retrocesso.
O Homem vive dividido, e deslumbrado,
num mundo de desmedida ambição;
escravo do bem estar que tem criado.
Não faz bom uso do saber e cultura:
pois vive afogado em informação...
...e as finanças, p'la rua da amargura.
José Elias Moreno
15.Janº.2012
Assisti pela Internet em três dimensões,
a uma importante vídeo conferência;
com pormenores detalhes e descrições,
deste moderno milagre da ciência.
Dou graças à Vida, que me permitiu
desfrutar de tão fascinante sucesso.
Mas sinto que há na sociedade um vazio,
e um perigoso e tremendo retrocesso.
O Homem vive dividido, e deslumbrado,
num mundo de desmedida ambição;
escravo do bem estar que tem criado.
Não faz bom uso do saber e cultura:
pois vive afogado em informação...
...e as finanças, p'la rua da amargura.
José Elias Moreno
15.Janº.2012
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sábado, 14 de janeiro de 2012
VIDA
"... por muito amarga que seja!"
Cada um tem a que tem,
mais curta, ou mais comprida,
no fundo o que convém;
é que seja uma rica vida.
Por isso; a mesa está posta,
aproveitemos o banquete;
se não chegar-mos à lagosta
degustemos o croquete.
E da Vida... que é só uma,
por muito amarga que seja;
contemplemos a espuma,
e saboreemos a cerveja.
José Elias Moreno
Sexta Feira ,13.
Janeiro de 2012
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
PALAVRAS REPETIDAS
"...valor que tem, a palavra amigo!"
De tantas e tantas vezes ter repetido,
que era meu amigo de verdade;
eu vivia absolutamente convencido,
que era pura e sincera nossa amizade.
Reciproca, não era.Embora lhe custe.
Um amigo não se despreza cobardemente.
Por maior que seja a ofensa ou o embuste,
deve em amizade mostrar o que sente.
Cada palavra tem o valor que tem,
e que é relativo, como tudo na vida.
Tudo depende do sentir, de quem vem.
Mas há uma palavra que mexe comigo,
que aceito sincera e não corrompida,
no valor que tem; a palavra Amigo.
José Elias Moreno
11.Janº.2012
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
POEMA DO PASSARINHO
"tenho uma coisa p'ra te mostrar..."
Andávamos como Adão e Eva no paraíso,
colhendo os dourados frutos do nosso pomar;
chamaste-me a atenção com o teu sorriso,
e disseste: tenho uma coisa p'ra te mostrar.
Era uma canária, que de tão assustada,
seu coração batia muito apressado.
E entre tuas duas mãos aprisionada,
pensava: meu triste fim é chegado.
Fugira da gaiola, para uma liberdade,
que nunca tivera e de todo desconhecia;
de água e de alpista, já tinha saudade.
Com o papo vazio e a sede a apertar,
voou para a gaiola, e ao fim de um dia,
era vê-la de novo, aos pulos e a cantar.
José Elias Moreno
2/Janº/2012
Andávamos como Adão e Eva no paraíso,
colhendo os dourados frutos do nosso pomar;
chamaste-me a atenção com o teu sorriso,
e disseste: tenho uma coisa p'ra te mostrar.
Era uma canária, que de tão assustada,
seu coração batia muito apressado.
E entre tuas duas mãos aprisionada,
pensava: meu triste fim é chegado.
Fugira da gaiola, para uma liberdade,
que nunca tivera e de todo desconhecia;
de água e de alpista, já tinha saudade.
Com o papo vazio e a sede a apertar,
voou para a gaiola, e ao fim de um dia,
era vê-la de novo, aos pulos e a cantar.
José Elias Moreno
2/Janº/2012
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
POEMA DO BOM RAPAZ
"... modesto mas de bem com a vida."
Ditoso é aquele que se contenta,
com a vida que tem, e o que é seu;
o fruto do seu trabalho que o sustenta,
e com o modo de vida que escolheu.
Feliz é o que despreza a inveja,
a gula, e a ambição desmedida;
acaba por ter sempre o que deseja,
modesto, mas de bem com a Vida.
Eu sei de um assim; um bom rapaz,
por todos que o conhecem é respeitado;
amigo do seu amigo, até mais não.
Tem um humor delicado, mas não mordaz,
bom filho, carinhoso e dedicado:
chama-se Heliodoro...e é meu irmão!
José Elias Moreno
Dk:8.Dez.2011
Ditoso é aquele que se contenta,
com a vida que tem, e o que é seu;
o fruto do seu trabalho que o sustenta,
e com o modo de vida que escolheu.
Feliz é o que despreza a inveja,
a gula, e a ambição desmedida;
acaba por ter sempre o que deseja,
modesto, mas de bem com a Vida.
Eu sei de um assim; um bom rapaz,
por todos que o conhecem é respeitado;
amigo do seu amigo, até mais não.
Tem um humor delicado, mas não mordaz,
bom filho, carinhoso e dedicado:
chama-se Heliodoro...e é meu irmão!
José Elias Moreno
Dk:8.Dez.2011
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ - II
- Gotad'Agua disse...
Há porém um pequeno senão
Que já cá não podia faltar
Podem matar esta Conceição
Se a freguesia agregar
Temo qu'isso aconteça
Com esta lei feita á toa
Por estranho que pareça
Com gente lá de Lisboa
Se a agregação acontecer
Por esta forma declaro
Que nasci, sou e sempre hei-de ser
Desta Conceição de Faro!
JJ Rodrigues
- José Elias Moreno disse ...
Se é como diz Gotad'Agua,
eu dou-lhe toda a razão;
também me dá muita mágoa,
que agreguem a Conceição.
Lembro a alegria que foi,
quando da desagregação;
da Casa do Povo de Estoi,
da nossa da Conceição.
De tanto querer poupar,
Quem manda trava o progresso;
e em vez de avançar...
caímos no retrocesso.
JEMoreno
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ
"Gente boa e generosa ..."
Oh Freguesia da Conceição,
quem te viu...e quem te vê;
antes eras só tradição,
agora andas de BTT.
Tradição eram as Casal,
Sach's, Cucciolos e Alpinos,
agora vais a pedal,
levar o Natal aos meninos.
Antes; caminhos e estradas,
cheios de buracos e covas.
Hoje, vias iluminadas,
alcatroadas e novas.
Quem se queria aliviar,
buscava uma alfarrobeira;
ou se pudesse aguentar,
ia mais abaixo, à ribeira.
Hoje é tudo mais asseado,
e mais moderno, afinal;
já se pode cagar sentado,
sem ter que levar o jornal.
Já tens um Bairro Social,
tens Saúde e Educação.
Tens um líder espiritual:
pouco te falta, Conceição.
Com um povo exemplar,
gente boa e generosa;
o futuro podes encarar,
com esperança e orgulhosa.
José Elias Moreno
4.Dez.2011
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O PRESÉPIO
"...Duma vida de sacrifícios e canseira."
Nasci num presépio, como Jesus Cristo;
não dentro, mas não longe da manjedoura.
Meu pai José, era S.José, como está visto,
Minha mãe Maria do Carmo,Nossa Senhora.
Meu pai, não era carpinteiro, mas lavrador,
minha mãe, é uma santa e milagreira.
A vaca e a mula,companheiros no labor,
duma vida de sacrifícios e canseira.
No Monte, todos queriam e adoravam,
a este "menino jesus" tão desejado,
que respeitavam como se fosse um Messias.
O carinho e o amor que me dedicavam,
e com o qual por todos fui criado;
não pago eu, até ao fim dos meus dias.
José Elias Moreno
Dk:16/Nov/2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
TIO FARTURA
"Vinha da serra e ás hortas descia ..."
Era eu ainda um menino inocente,
quando conheci uma simpática criatura;
um mendigo estimado por toda a gente,
a quem todos chamavam Tio Fartura.
Vinha da serra, e às hortas descia,
transportando às costas dois bornais.
E em troca das esmolas oferecia ,
sorrisos ...e plantas medicinais:
salva, poejo, marcela e rosmaninho,
chás para a dor de barriga e soltura,
a todos oferecia com carinho.
Era troca por troca, gesto puro e nobre:
do pobre o rico recebia a cura,
o rico oferecia o sustento ao pobre.
José Elias Moreno
Dk,14.Nov.2011
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