segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO



As Festas em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da nossa aldeia, decorrem na próxima Quinta-Feira, 8 de Dezembro, com o seguinte programa:
  • 8.00 horas- Alvorada com foguetes e repique de sinos
  • 9.00 -15.00 horas - Romaria
  • 16.00 horas - Eucaristia solene
  • 17.00 horas - Procissão, acompanhada pela Banda Filarmónica de Faro e Confraria Equestre dos Amigos do Cavalo de Estoi
  • 18.00 horas - Leilão de Ramos na Casa do Povo
São juízes da Festa: - Isidro Santos Moreno e Maria H. Ferradeira Jesus

A organização, como sempre, está a cargo da Comissão de Festas da Paróquia de Nª. Sº: da Conceição, com o apoio da Camara Municipal, União Freguesias Conceição e Estoi e da Casa do Povo de Conceição de Faro

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

REMOALHO



Hoje amanheceu com um dos dias a que nos habituámos a chamar de mau tempo!

Muita chuva, relâmpagos,  trovões e nuvens escuras a tapar completamente o sol que por vezes ainda tenta aparecer.

Como diria um a amigo meu, é um daqueles dias de manhã, que nem de tarde, se deve sair à noite!

É verdade, há dias assim!

Não se pode esperar muito de um dia destes, por isso limito-me a ficar recolhido em casa, no meu canto e quase inconscientemente inicio uma espécie de "remoalho" à minha memória.

Isto é, dou-lhe voltas e revoltas até começar a reviver um episódio do meu passado relacionado com um dia como este.

Neste remoer imaginário consigo encher a ribeira que corre rápida a poucos metros da nossa aldeia.

Uma água turva, pejada de laranjas, pastos e troncos de árvores que ajudada pelo vento, foi derrubando e arrastando para o leite da ribeira numa enchente já a transbordar. Alguns dos troncos ficam por momentos presos na ponte, até a força da corrente os libertar, para continuarem o seu percurso.

Eu, estou a poucos metros da ponte, curioso, mas com receio que toda aquela enxurrada se descontrole e venha atingir-me. No entanto, não me afasto e continuo parado na estrada já alagada.

Mais pessoas se vão juntando de um e de outro lado da ponte igualmente curiosas, comentam a situação.
Neste momento é muito arriscado atravessar a ponte já submersa e ninguém se atreve, nem sequer o mais afoito tenta.

O caudal da ribeira continua a engrossar e são cada vez mais os objectos que vêm a boiar arrastados pela corrente. A cada nova aparição, um grito, uma chamada de atenção, um comentário de todos os que assistem ao correr meio descontrolado das águas.

A ribeira que a maior parte do ano está seca, justifica agora plenamente a sua existência, recolhendo as abundantes águas, minimizando os prejuízos que de outra forma iriam correr soltas pelo meio das terras, caminhos e estradas, causando maiores danos.

Embora o tente não consigo recordar com precisão a data deste episódio, até porque o vivi mais do que uma vez. Quantas não sei, mas sei que há mais de duas dezenas de anos que não temos uma "cheia" destas na nossa ribeira.

Adormeci por alguns momentos e o "remoalho" de memórias terminou.

A propósito, alguém sabe dizer o que significa exactamente a palavra remoalho? 

Esta palavra escutei-a de alguém a queixar-se: -Parece que estou a comer o "remoalho!"


Um abraço!


domingo, 20 de novembro de 2016

HÁ RAPOSAS NA CONCEIÇÃO DE FARO


Há dias, vários  amigos queixavam-se das visitas nocturnas de raposas aos seus galinheiros com a consequente perda de ovos e galinhas.

Alguns afirmavam mesmo tê-las visto em pleno dia,  a rondar as suas propriedades, mas ao pressentirem a presença humana, se afastaram rapidamente desaparecendo por entre as árvores.

Os animais que fogem dos caçadores que nos matos circundantes da freguesia, cerros de Guelhim, Malhão e Sâo Miguel, por ali andam aos tiros, vêm até ás hortas onde conseguem alimentar-se, com as galinhas, os ovos e os coelhos bravos que por aqui também andam à procura de alimento.

Longe vão os tempos em que na Conceição de Faro, se costumava recompensar, a pessoa que matava uma raposa.

Nessa época matar uma raposa significava merecer a gratidão das pessoas das redondezas que dessa forma se viam livres de um dizimador natural dos seus galinheiros.

A pessoa pedia a recompensa andando de casa em casa, com a raposa morta às costas, por vezes já em adiantado estado de decomposição, pelo que o cheiro não era nada agradável.

Habitualmente recebia como recompensa, ovos ou outros produtos da terra.

Tal costume foi desde há muito tempo completamente abandonado pelo que  por aqui, as raposas pouco têm a recear e vêem, embora com natural cautela, até muito próximo das nossas habitações, no entanto, desconfiadas correm e escondem-se ao mais pequeno sinal de perigo.

Infelizmente as raposas ainda são abatidas no nosso país em caçadas organizadas, ao contrário de outros países em que a sua caça é por lei proibida.