sábado, 4 de fevereiro de 2017

JOGO DA MÃE


Recordo o jogo que em meados do século passado (ao tempo que isto já foi), nos ocupava as noites de domingo, enquanto os nossos pais, se entretinham no baile da aldeia que era no salão do senhor Manuel.

Naquele tempo ainda demasiado novos para nos atrevermos a "ir buscar" uma moça para dançar, saiamos do salão para nos juntarmos no largo da igreja para as brincadeiras e jogos de grupo.

"A mãe", era um jogo de "apanhar" com a particularidade de nos dividirmos em dois grupos, como se fazia para os jogos de bola e ser jogado na escuridão da noite da nossa aldeia que naquela época mal tinha meia dúzia de pequenas lâmpadas incandescentes na rua principal, uma delas iluminando o largo da igreja.

Em cada um dos grupos compostos apenas por rapazes, existiam um chefe que chamávamos de "mãe" que era escolhido pela sua habilidade para se esconder e fugir do grupo que o procurava.

Enquanto um grupo se escondia o outro contava até vinte, antes de iniciar as buscas, para descobrir e agarrar (prender) os elementos do grupo contrário.

À medida que iam sendo agarrados juntavam-se no largo da igreja esperando o desfecho do jogo.

O jogo terminava quando conseguíssemos prender "a mãe" do grupo fugitivo que naturalmente era sempre o mais difícil quer de encontrar quer de agarrar.

Esta história que há alguns dias me andava na cabeça voltou hoje quando por casualidade encontro o Fernando Ramos que naquele tempo era conhecido por Fernando do "Bairro" e que foi também uma das mães que me ficou na memória por alguns episódios agora hilariantes mas que naquele tempo nos deixavam aborrecidos.

Suspeitávamos que naquelas noites em que não o conseguíamos encontrar era porque ele se refugiava na sua casa no bairro que é muito perto do largo da igreja, deitava-se para dormir e deixava que o procurássemos até nos cansarmos e desistirmos.

Naturalmente que nem sempre procedia dessa forma e numa das noites em que resolveu esconder-se atrás da escola primária, deitado em cima de uma pernada de amendoeira que ficava um pouco acima das nossas cabeças, a coisa não lhe correu muito bem.
Escondido entre as folhas, divertia-se vendo-nos procurar atrás dos troncos, mas não olhando para cima da árvore onde ele estava.

Inesperadamente o Américo olha para cima, vê o vulto escuro e ao mesmo tempo que grita: -aqui está um!, salta e puxa a pernada da árvore na tentativa de agarrar quem lá estava.

O resultado foi que a pernada se partiu e o Fernando que não teve tempo de saltar nem de se agarrar a outra parte da árvore, cai desamparado ficando muito queixoso das costas.

O jogo e a brincadeira terminou assim nessa noite, sem graça para o Fernando!

Também eu termino esta evocação do passado mas fico na expectativa de que alguém se lembre de outras histórias sobre este ou outros jogos e as queira recordar aqui.

Um bom fim de semana para todos!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FESTIVAL DE CHAROLAS



Numa organização da Casa do Povo, vai ter lugar no próximo Sábado, 7 de Janeiro, a partir das 17,00 horas, o 36º. Festival de Charolas de Conceição de Faro, com a participação dos seguintes grupos:

  • Charola Sociedade Banda Musical - Tavira
  • Grupo de Cantares de Janeiras "Força mda Tradição" - Paderne
  • Charola da Casa do Povo Santa Catarina Fonte do Bispo - Tavira
  • Charola da Amizade Estoiense - Estoi
  • Charola da Banda Filarmonica 1º. Dezembro . Moncarapacho
  • Charola da Casa do Povo de Conceição de Faro

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FESTAS EM HONRA DA NOSSA PADROEIRA


(Video de Jose Carlos)

(Juizes da Festa:-Isidro Santos Moreno e Maria Helena Ferradeira Jesus)


Com o seu programa habitual decorreram ontem as "Festas em Honra de Nª. Sª. da Conceição", padroeira da nossa aldeia.

Os muitos paroquianos que participavam ou assistiam ao regresso da procissão ao adro da igreja, tiveram uma agradável surpresa com a presença do professor Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da Republica que com as individualidades autárquicas locais, seguiam o andor da Santa Padroeira.

A convite do nosso pároco Frei Paulo Ferreira, o senhor Presidente da Republica proferiu um breve discurso para saudar todos em geral, (crentes e não crentes), terminando com votos de boas festas.

Após a cerimónia o professor Marcelo Rebelo de Sousa, saiu do local, no meio de palmas e afectuosos abraços, com toda a gente a querer cumprimentar o presidente.

Entretanto a festa continuou, com o fogo de artificio, os comes e bebes e no salão da Casa do Povo, o leilão de ramos.

No final, a actuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo que ontem completava 58 anos de existência, encerrou as festividades.