Mostrar mensagens com a etiqueta Historia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Historia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JACARANDÁS


"Adro da igreja da nossa aldeia!..."

Habituei-me a vê-los no adro da igreja da nossa aldeia. Eram, se a memória não me falha, quatro!

Uma vez por ano, as suas belas flores, surgiam no meio das ralas folhas verdes em grandes cachos que passado algum tempo cobriam de efémero tapete lilás, todo o chão circundante!

Desconhecia o seu nome, nem isso me preocupava. Aproveitava a sua sombra e inconscientemente a extrema beleza dos seus cachos floridos, ficou no imaginário das minhas memórias infanto-juvenis.

Desses quatro actualmente no mesmo local, só existe um que cumpre o seu ciclo natural, tal como fazia há mais de 50 anos! Não necessita de cuidados especiais. Aproveita o que a natureza lhe dá, a água das chuvas, o sol, recolhendo da terra o resto que precisa.

Hoje quase por acaso descobri o seu nome: -Jacarandá Mimoso! Planta ornamental oriunda da Argentina e Bolívia.
Existe também em abundância no Brasil, noutras partes do mundo, tal como, nas cidades, vilas e aldeias portuguesas.

Que continue a encher de cor e sombras os nossos jardins, praças, ruas e o adro da igreja da nossa aldeia!

domingo, 31 de maio de 2009

CONCEIÇÃO ANOS 50


(Imagem de Lavoura com mula)

"A nossa aldeia ..."

No início da segunda metade do século vinte, os cerca de vinte fogos que compunham o núcleo da nossa aldeia, alinhavam-se frente a mais ou menos duzentos metros de empoeirada estrada de “macadame” que vem desde a cidade de Faro, a sul, passa pela aldeia e segue para norte, para Estói. No centro, junto á igreja, no entroncamento deriva a estrada para a Chaveca e outros destinos. Resultando daí três ruas com os nomes de Rua da Igreja, Rua de Estói e Rua 1º. de Maio.

No centro da aldeia, a histórica igreja de Nª. Sª. da Conceição que lhe deu o nome. A sul, a menos de cem metros, o cemitério.

A Freguesia tem a sua Junta, eleita politicamente para a administrar. Conta também com o “Regedor”.

A Casa do Povo que era delegação de Estói, após alguns anos de luta consegue em 1958 o seu Alvará. Abre a sede para apoio á população da freguesia, contrata um médico, um dentista, presta serviço rudimentar de enfermagem e cria o princípio de um “banco alimentar” que distribui alimentos pelos necessitados. Organiza uma biblioteca, o rancho folclórico e a equipa de futebol.

A escola primária, desde há muito tempo que funciona em duas salas alugadas. A das meninas fica em frente ao adro da igreja, na mesma rua mas um pouco mais a sul, a sala dos rapazes.
Finalmente é construída de raiz, uma escola primária, com duas salas, casas de banho, pátio e recinto para o recreio.

As tradicionais “vendas”, são três. Funcionam como é uso na época, como mercearias, tabernas, armazéns de frutos secos, cereais, farinhas, adubos e combustíveis.

Aos domingos á noite, num salão apropriado para o efeito, realizam-se os “bailes”, anunciados ao final da tarde por dois foguetes e um morteiro, como chamariz!

A completar os serviços, na aldeia, podemos contar com o abegão, o ferreiro, a costureira, o sapateiro, o barbeiro e o carteiro. Um pouco mais tarde também um alfaiate, se veio estabelecer.

Na igreja, o padre e o sacristão, garantem o serviço religioso. As catequistas ensinam “Os Mandamentos da Lei de Deus”, preparando-nos para a comunhão.

Não existe água canalizada, nem esgotos. A aldeia abastece-se na nora do Joaquim Mariano. A água é transportada nos carros de mão, em cântaros de barro ou de zinco.
A ribeira que passa junto á aldeia e corre até ao verão, dá também algum desafogo principalmente na lavagem da roupa.

Nos anos sessenta passou a haver telefone público, serviço de telegramas. O correio chega de autocarro, num saco fechado que o carteiro recolhe e abre, para efectuar a distribuição. O saco regressa pelo mesmo meio com a correspondência a enviar.
O autocarro não passa pela aldeia, o saco é recebido e reenviado na “paragem” do Paço Branco.

As hortas do Joaquim Mariano, da Bispa, do Isabelinha e da Caldeirinha, junto á aldeia garantem alguma batata, feijão, milho, fruta e legumes. No resto toda a aldeia é envolta por amendoeiras, alfarrobeiras, figueiras aparecendo aqui e ali, uma ou outra oliveira. O mesmo acontece praticamente em toda a freguesia.
No sequeiro semeia-se fava, griséu, ervilha, grão-de-bico e cereais principalmente trigo, cevada, centeio e aveia.
A dieta alimentar completa-se com carne de porco, galinha, coelho, borrego e cabrito que são criados a propósito.

O pão, alimento essencial, é feito em muitas casas, mas também se pode comprar nas mercearias.

No sequeiro, o burro e a mula, são preciosos auxiliares na lavoura e no transporte enquanto no regadio existem também as vacas e os bois.
Nas hortas são as vacas e os burros que presos nos engenhos tiram a água das noras, começando a ser substituídos pelos potentes motores a diesel.

A população idosa da freguesia é essencialmente rural e pouco letrada, não indo na esmagadora maioria além da escola primária. Os seus filhos conseguem chegar até ao ensino secundário. Alguns, poucos vão até ás universidades.

Associadas á igreja temos a festa em honra de São Luís, padroeiro dos animais e a festa em honra de Nossa Senhora da Conceição.

O 1 de Novembro, "Dia de Todos os Santos", é reservado á romagem ao cemitério, em memória dos familiares já falecidos.

Festeja-se também o Ano Novo, os Reis, o Entrudo, o Dia de Maio, a Espiga, os Santos Populares e o Natal.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A RIBEIRA


"...a ribeira leva água..."

Há cerca de duas semanas consecutivas, desde das chuvas do inicio de Fevereiro, que na ribeira corre água, ou melhor, como nós costumamos dizer “a ribeira leva água”.

Longe vão os tempos em que a ribeira começava a levar água no final do Outono, princípio do Inverno e só secava no final da Primavera inicio do Verão, ocorrendo de vez em quando algumas cheias com a água a extravasar o seu estreito e sinuoso leito, provocando alagamentos nos terrenos vizinhos.

Desde sempre com uma relação muito próxima com a nossa aldeia, até há alguns anos atrás a ribeira era um elemento importante na vida de grande parte da nossa freguesia.
Era na ribeira que semanalmente se lavava a roupa, era também na ribeira que após a matança do porco se iam lavar as tripas, era também na ribeira que se ia buscar a água para regar algumas hortas mais próximas e era na ribeira que se apanhavam os calhaus que se utilizavam na construção das casas.

Foi na ribeira que eu e muitos outros miúdos aprendemos a dar as primeiras braçadas na água.

O aparecimento dos furos artesianos, o enorme crescimento do consumo de água e também as alterações climatéricas, chove agora menos do que chovia naquela altura, faz com que quando a ribeira corre duas semanas consecutivas seja noticia.

A ribeira está actualmente um pouco esquecida e houve até alguém que resolveu vazar para lá os esgotos da estação de tratamento. Felizmente essa situação neste momento já está resolvida e ultrapassada.

Cumprindo a sua principal função que é a de receber os excessos de águas das chuvas que caiem e correm desde a serra de São Brás de Alportel, até á Ria formosa, em Faro, alheia a todos os casos e problemas, a ribeira aí está carregada de história e histórias certamente interessantes.

O seu leito cada vez mais seco, faz jus ao seu próprio nome “Ribeira do Rio Seco”.
Mais fotos »»»

domingo, 6 de julho de 2008

CRUZEIRO


Fotografia antiga do Cruzeiro que está na entrada sul da nossa aldeia, junto ao cemitério.
Nesta altura já um pouco degradado, mas segundo nos afirmaram, a Junta de Freguesia vai promover a conveniente restauração.

domingo, 15 de junho de 2008

IGREJA DE Nª. Sª. CONCEIÇÃO


Foto obtida há pouco mais de 40 anos, altura em que na nossa Igreja se realizavam obras, aqui ainda sem o telhado.
O local onde estão estes restos de pedras, pertencia á antiga casa paroquial que foi demolida na altura da construção da actual. Hoje está o edifício sede da Casa do Povo.
Um pouco atrás das pedras era naquele tempo o improvisado campo de futebol, onde todas as tardes e aos Domingos de manhã, o grupo habitual de amigos jogava a sua peladinha. Antes da existência deste espaço, a peladinha era jogada no adro da Igreja ou na "eira" da Quinta Grande.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

POÇOS D'AGUA


"Poço da Galvana..."

Certamente a maioria das pessoas não se recorda ou simplesmente não conheceu os Poços. No entanto alguns anos atrás eles estavam bem presentes no nosso dia a dia, porque era aí que nos abastecíamos de água para as necessidades diárias.

Na nossa como noutras freguesias, os poços estavam junto aos caminhos principais alguns até no meio das estradas. No início a água era retirada manualmente por meio de balde e corda, mas na parte final da utilização dos poços, por motivos de segurança colocaram-se coberturas nos gargalos e foram montadas bombas manuais para facilitar a extracção da água.

Na freguesia existiam vários poços particulares e os poços públicos de: Galvana, Chaveca, Besouro e o da aldeia, situado junto á ponte sul.

Os poços são constituídos por um buraco redondo escavado no chão, com uma profundidade de 15 a 30 metros e um diâmetro entre os 2 e os 5 metros, na protecção têm um “gargalo” igualmente redondo, feito em pedra, com cerca de um metro de altura que é a boca do poço.

Junto aos poços existiam pias em pedra para que se pudesse dar de beber aos animais.


(Antiga Nora com restos de engenho p/animais)

Mais recentemente também na nossa freguesia, surgiram centenas de “Noras”particulares que tinham as mesmas características físicas dos poços, mas a água era retirada por meio de um engenho mecânico e uma corda com os alcatruzes.

Normalmente esse engenho era movido por animais tais como mulas, burros, machos, éguas, vacas ou por meio de moinhos de vento e finalmente por potentes motores a diesel.


(Moinho de Vento p/Nora)

Na época em que os engenhos eram movidos por animais, durante a noite era preciso que alguém vigiasse e substituísse os animais para que o engenho não parasse e no dia seguinte houvesse água para a rega.

A água era acumulada em tanques, para depois ser utilizada principalmente na rega das hortas e na alimentação de pessoas e animais.


(Tanque da Nora de dois engenhos, no Paço Branco, junto á E.N.2, um local onde se podia matar a sede e refrescar. Infelizmente já não existe, só ficaram alguns vestígios, a foto e a memória)


Durante o verão esses motores trabalhavam sem cessar e no silêncio da noite ouvia-se uma estranha sinfonia de motores de explosão que ajudavam na obtenção da água para as regas.

Actualmente tudo isso foi substituído pelos “Furos” de várias dezenas de metros de profundidade, senão centenas e modernas bombas submersíveis, com motores eléctricos.

Já quase que não se utilizam os tanques e a água vai directamente para a rega que nalguns casos é feita automaticamente controlada por computador.

Dos velhinhos Poços há muito tempo que ninguém se lembra! Por essa razão e á laia de testemunho aqui deixo estas linhas que naturalmente poderão ser melhoradas ou corrigidas por quem souber e quiser contribuir.

domingo, 9 de dezembro de 2007

FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

"Dia da Conceição..."

Com a presença de muito público, comemorou-se ontem na nossa Aldeia, mais um dia de festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da nossa freguesia.

Ao longo dos anos esta festa tem sofrido várias alterações, quer na sua programação quer na forma organizacional, mercê dos tempos e das vontades dos seus organizadores. Este ano a festa sofreu mais uma transformação, levando algumas pessoas mais velhas a mostrar algum descontentamento, afirmando que parecia não haver festa. Isto porque o Adro da Igreja, onde normalmente tem lugar o arraial, não estava segundo essas pessoas, minimamente arranjado.

O largo apresentava-se completamente livre, apenas com iluminação decorativa do Natal, ai se reunindo todo o povo antes da procissão e após a chegada da mesma, para ouvir o sermão do Padre, assistindo de imediato ao fogo de artificio. Foi de seguida aberto o salão da casa paroquial, para o convívio de todos e também para os comes e bebes.

No salão da Casa do Povo teve lugar o leilão de Ramos, assim como a actuação do Rancho Folclórico “Os Amigos do Montenegro” e o Baile.

Quanto a nós nada de essencial mudou continuando a existir, o que na verdade é importante quer na parte religiosa, quer na de mero convívio e confraternização entre todos.

Na verdade com esta alteração, se alguma coisa se perdeu foi o lado comercial da festa, ao efectuar em locais diferentes, o leilão dos ramos, o folclore e o baile, por um lado e o bar, por outro.

A propósito destas alterações, um natural da Conceição com mais de setenta anos, de idade, recordava que antigamente antes da procissão propriamente dita, tinha lugar a procissão dos ramos, a partir mais ou menos da zona do cemitério até á porta da Igreja, desfilavam todas as pessoas transportando as suas ofertas (os Ramos), na frente os Juízes da Festa e atrás a Banda de Musica que ao som de uma marcha, marcava o ritmo, acompanhado do estalar dos foguetes.

A mesa dos Ramos estava colocada em frente á porta sul. O Largo era todo iluminado com centenas de lâmpadas, decorado com folhas de palmeira, assim como a parte exterior da Igreja.

Funcionavam também, um Bazar e uma Tômbola, tendo ainda a presença de umas jovens que nos colocavam umas fitas coloridas, na lapela a troco de alguns tostões. No salão paroquial, naquele dia denominado salão de chá, bebia-se o dito e comiam-se bolos e a festa durava até altas horas da madrugada, só terminando após serem queimadas as “árvores de fogo”.

As árvores de fogo causavam sempre grande expectativa nos presentes, pelo que ninguém arredava pé da festa, sem ver as árvores de fogo.

As árvores de fogo e as cascatas eram artefactos de fogo de artifício preso, sendo as últimas queimadas á chegada da procissão.

domingo, 4 de novembro de 2007

FREGUESIA DE CONCEIÇÃO

"Mais um pouco da sua história"

(Transcrevemos o que sobre a freguesia, consta na "Corografia ou Memória Económica, Estatistica e Topográfica do Reino do Algarve", da autoria de João Batista da Silva Lopes, sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, livro publicado em 1841, pela mesma academia.
Este livro foi reeditado pela "Editora Algarve em Foco", em 1988.)

Conceição freguezia derramada por cazaes a N.O. de Faro, quasi toda em terreno plano e de boa produção de cereaes e algum figo.
Igreja mediana em fábrica, junto á ribeira que vêm á ponte do Rio Secco na estrada de Faro, só com casas do parocho ao pé, o qual pagava outr´ora 400 réis por anno ao prior de S. Pedro de Faro, de reconhecença.
Confina com Estoi ao N., S. João da Venda e Stª. Barbara a O., Faro a S., Pexão a E.
... ... ...
Mapa Comparativo da População da Freguesia desde 1732 até 1837
1732 - Fogos -90 Habitantes -196
1756 - Fogos-118 Habitantes-392
1776 - Fogos-128 Habitantes- ?
1802 - Fogos-127 Habitantes-505
1828 - Fogos-160 Habitantes-610
1835 - Fogos-195 Habitantes-622
1837 - Fogos-200 Habitantes-791
Em 1839 ainda não existia a Aldeia, apenas a Igreja e a casa do Paroco sendo o número de fogos da Freguesia de 300.
... ... ...
Mapa por Idades e Sexos, da População existente na Freguesia, em 1802, extraido de outro mandado fazer, pelo Bispo D. Francisco Gomes:
-Até aos 7 anos - Homens -61 Mulheres -38
-Dos 7 aos 25 anos - Homens -100 Mulheres -87
-Dos 25 aos 40 anos - Homens -46 Mulheres -56
-Dos 40 aos 60 anos - Homens -49 Mulheres -48
-Dos 60 para cima - Homens -12 Mulheres -8
-Totais Habitantes -505 Fogos -127
... ... ...
Casamentos, Nascimentos e Obitos, ocorridos na Freguesia, nos anos de 1835, 1836 e 1837
1835 -Casamentos-13 Nascimentos -43 Obitos -27
1836 - Casamentos -6 Nascimentos -26 Obitos -17
1837 -Casamentos-20 Nascimentos -70 Obitos -30
... ... ...
"Em 1838, pelo arredondamento feito pela Junta do Distrito, fica supprimida esta freguezia, sendo dividida por Stª. Barbara, Estoi, e pelas duas de Faro da forma que nellas se vê".
Segundo a Encicliopédia Verbo esta antiga Freguesia era curato de apresentação do Bispo no termo de Faro, passando mais tarde a priorado.
Em 1838, um decreto suprimiu-a.
Porém esta supressão mal se chegou a concretizar.

sábado, 13 de janeiro de 2007

ADRO DA IGREJA


Um local verdadeiramente histórico.

Por aqui passam os actos mais importantes da vida da nossa Aldeia, desde o simples encontro de amigos, passando por batizados, casamentos, funerais até festevidades diversas.

Este "Largo" é o centro da Aldeia, fazendo parte tal como a centenária Igreja, da sua história.

Actualmente serve no dia a dia de parque estacionamento, pensando nós que já é tempo de lhe restituir a dignidade e a importância que realmente tem na vida desta Aldeia.

Na minha imaginação vejo-o sem carros, pavimentado de pedra, com mais alguns bancos, arvores e sobretudo isolado do transito automóvel.

A nossa Aldeia cresceu, novas construções trouxeram mais residentes.

Um novo Centro de Saúde, uma nova Escola do 1º Ciclo com Pré-escolar, nova sede da Junta de Freguesia.
Outras novas construções vêm a caminho.

Penso que o arranjo do Largo da Igreja, seria de grande beneficio para todos criando um espaço aberto de lazer.
A nossa Aldeia merece-o.
JJ Rodrigues

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

A HISTORIA

Freguesia de Conceição de Faro

Com uma área total de 21.80Km2 a freguesia de Conceição encontra-se situada no centro do concelho de Faro, a Norte da cidade.
O povoamento desta freguesia é muito remoto. No entanto as referências documentais mais antigas à freguesia de Conceição de Faro, são dos finais da Idade Média, inicio do século XVI quando a povoação foi elevada à qualidade de freguesia.

Dessa época, data a importante campanha de obras realizadas na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em que o templo foi totalmente reformulado.

No ano de 1554, a freguesia era composta por cinquenta fogos e uma população de duzentas pessoas.

A importância da localidade foi crescendo gradualmente e no ano de 1758 a freguesia de Conceição de Faro contava cento e quinze fogos e uma população de quatrocentos e vinte habitantes.

Em finais do século XIX principios do século XX, a freguesia conheceu uma nova fase da sua existência, com o desenvolvimento de propriedades agricolas de certa dimensão e importância, testemunhadas por algumas noras que ainda existem na freguesia.

Actualmente a freguesia conta com uma população de 3751 habitantes, (Censos de 2001). Desta população 1870 são homens e 1881 são mulheres, distribuida por 1315 familias clássicas e por 1343 edificíos.

A ordenação heráldica do brasão e da bandeira da freguesia foi publicada no Diário da República, III série, de 24 de Julho de 1997, podendo ser descrita da seguinte forma:
-Armas - Escudo de azul, com um engenho de nora de prata, realçado a negro;
-Em chefe, uma estrela de seis pontas contida em um crescente coroada com coroa antiga, tudo em ouro;
-Coroa mural de três torres de prata;
-Listel branco com a legenda a negro em maiusculas "CONCEIÇÃO - FARO".
Quanto à bandeira, é branca, com cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.
(Fonte:-Livro "Faro - Cidade da Cultura..."publicado por HÉSTIA EDITORES-2005)