terça-feira, 30 de junho de 2009

VACADA


segunda-feira, 29 de junho de 2009

TENTATIVA DE ASSALTO



Esta madrugada cerca das 5,00 horas da manhã, desconhecidos arrombaram as portas de entrada e do salão da Casa do Povo, entrando com um veiculo, em marcha atrás, pelas mesmas.

Para além dos estragos causados nas portas não conseguiram consumar o roubo cujo objectivo segundo se pensa, seria a maquina de tabaco que está no interior do bar.

domingo, 28 de junho de 2009

FESTA DA SARDINHA


(Para ouvir o som do video por favor faça stop no player que se encontra no final da barra lateral direita )


Com a presença de muito publico decorreu ontem á noite, na Adro da Igreja da nossa Aldeia, a já tradicional "Festa da Sardinha", organizada pela Junta de Freguesia.

Do programa de animação, constava o baile popular, a actuação do Rancho Folclórico Infantil da Casa do Povo e o desfile da Marcha Popular da Sociedade Recreativa de Bordeira.

Noite animada de bom convívio, para além das apetitosas sardinhas, pelo que está de parabéns a nossa Junta de Freguesia, por esta iniciativa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ASSOMBRAÇÕES E OUTRAS MALDIÇÕES

"Famoso Lobisomem!..."


Antigamente na Conceição de Faro, eram muitas as histórias sobrenaturais que se contavam.
Inventadas umas, criadas a propósito outras, traziam as pessoas mais crentes, numa constante preocupação para evitar os locais onde por azar se pudessem encontrar com tais seres.
Fantasmas, almas penadas e do outro mundo, lobisomens, bruxas, eram coisa que não faltava.

Sendo assim, segundo a crença eram de evitar passar nas encruzilhadas dos caminhos, á meia-noite principalmente em noites de lua cheia.
Andar sozinho, por lugares escuros com muitas sombras também não era aconselhado.
Entrar em casas abandonadas era encontro imediato com fantasmas.

O velho “Chelila”, homem a quem era atribuído um dom sobrenatural, transformava-se ora num cão, ora num burro, conforme a vista (ou a falta dela) e a imaginação de cada um. Era por assim dizer um famoso “Lobisomem”!

As bruxas tinham fama de más e o melhor era não cair nas suas mãos que nos rogavam uma praga para nos dar cabo da vida!

As almas penadas ou do outro mundo apareciam sempre que era preciso assustar alguém. Surgiam envoltas num lençol branco, com uma luz tremelicante que punha ainda mais tremelicante quem as encontrava.

As pessoas livravam-se destes males, fazendo o sinal da cruz ao mesmo tempo que murmuravam “valha-me Deus, nosso Senhor!”.

É claro que isto era para os cristãos porque os outros, não sabemos como se safavam!

A propósito de “almas penadas” vem-me á memória, uma pequena história que se passou há muito tempo atrás.

Sendo muito jovens e a trabalhar fora de casa, os meus pais punham-me muitas vezes na casa dos meus avós.

Este episódio ocorreu na casa do meu avô Lopes e avó Gertrudes.

Era já noite escura. Em casa, só estávamos eu e o meu avô que tal como eu estava sentado junto á fornalha da cozinha, onde preparava uma panela de xarém.
Não gostando de xarém, eu gostava de lamber os restos que ficavam no colherão de pau.
Sabendo disso, o meu avô mexia a panela e logo me entregava o colherão coberto de xarém para que eu comesse. No final quando o xarém estivesse pronto eu tinha jantado! Xarém!
Era um pouco tarde, o xarém leva tempo a fazer. Com o estômago meio aconchegado, o calor do fogo, o sono a chegar, era a custo que mantinha os olhos abertos.

Uma aparição inesperada, fez-me despertar ao mesmo tempo que assustado dava um salto para junto do meu avô de tal forma que por uma palha não aterrava dentro da panela do xarém.
Um grande vulto envolto num lençol branco, dentro do qual se via uma luz tremelicante, apareceu na porta da cozinha! Era uma alma penada ou do outro mundo, concerteza!

Tremendo por todo o lado, refugiei-me atrás do meu avô que ficou imóvel. Ele conhecia bem aquela alma penada.
Era afinal a minha avó que gostava de assustar as pessoas! Só acalmei quando ela tirou o lençol mostrando a cara. A luz tremelicante era de uma vela que trazia na mão.

Soube mais tarde que a minha avó Gertrudes era useira e vezeira, nestas coisas. Gostava de assustar as pessoas. Trazia a vizinhança toda assustada, falando de “almas penadas ou do outro mundo”!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

GRUPO CORAL OSSONOBA

O Grupo Coral Ossónoba actua na próxima Quarta-Feira, dia 24 de Junho, a partir das 21,30 horas, no salão da Casa do Povo, num espectáculo integrado no programa de descentralização cultural, promovido pela Câmara Municipal.
Info sobre o Grupo »»»

domingo, 21 de junho de 2009

CODERNIZ

"História de um caçador que indo á caça..."

Esta pequena história ocorreu há mais de 50 anos!

O caso passou-se ali para os lados da Galvana, onde na sua horta vivia o "Zé Nhonha", homem que muito se gabava de ser grande caçador.

Os amigos contradiziam-no afirmando que não passavam de gabarolices. Nem sequer tens uma arma capaz, diziam-lhe.

Um dia, para o arreliar preparam-lhe uma pequena brincadeira.

Num dia de inverno, alguém que apanhara viva uma pequena coderniz prende-a pelas patas, a um curto fio, colocando-a no meio de uma eira de luzerna ceifada. Sem poder voar o pássaro ficou imóvel, parecendo estar simplesmente agachada.

O Joaquim Pézinho vai chamar o Zé Nhonha, dizendo-lhe que tinha visto por ali uma coderniz.
O homem entusiasmado, pegou na sua espingarda de fabrico artesanal, preparou a carga que era de atacar pela boca, colocou o fulminante, dirigiu-se para o local onde o outro lhe tinha dito que a coderniz estaria.

Era por volta do meio dia, a terra estava empapada de uma chuva miudinha que caia desde a madrugada.
Ao chegar ao canteiro da luzerna o homem avistou logo a coderniz, mas não percebendo a marosca, trata de se deitar no chão enlameado, retira o chapéu, rasteja sorrateiro até muito próximo do pássaro que estando preso naturalmente não fugiu.

Já muito próximo tenta disparar a arma mas tal não acontece devido ao estado ensopado do fulminante que era de papel. Substitui o fulminante, rasteja mais um pouco encontrando-se a pouco mais de 3 metros da ave, tenta disparar mas continua sem conseguir.

Desesperado, larga a arma, rasteja mais um pouco. Vendo que a coderniz continuava imóvel, levanta-se, corre, atirando-se sobre ela!

Ao agarra-la, verifica que está presa e impossibilitada de fugir. Percebe que foi enganado!
Ouve atrás de si, as gargalhadas dos amigos que abrigados da chuva esperavam para ver o final da brincadeira.
Irritado levanta-se!
Está num estado lastimável, enlameado, molhado, humilhado e muito zangado!

Os amigos que lhe tinham preparado a brincadeira, não esperaram mais. Fugiram dali tão depressa quanto puderam! Safa-te! O homem não está para brincadeiras!

Dizem que durante muitos meses não entrou na taberna, para a habitual cavaqueira com os amigos, nem tão pouco lhes dirigia a palavra quando por acaso se cruzava com eles!

Sem honra nem glória, termina a história de um caçador que indo á caça foi caçado! Na brincadeira, claro!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JACARANDÁS


"Adro da igreja da nossa aldeia!..."

Habituei-me a vê-los no adro da igreja da nossa aldeia. Eram, se a memória não me falha, quatro!

Uma vez por ano, as suas belas flores, surgiam no meio das ralas folhas verdes em grandes cachos que passado algum tempo cobriam de efémero tapete lilás, todo o chão circundante!

Desconhecia o seu nome, nem isso me preocupava. Aproveitava a sua sombra e inconscientemente a extrema beleza dos seus cachos floridos, ficou no imaginário das minhas memórias infanto-juvenis.

Desses quatro actualmente no mesmo local, só existe um que cumpre o seu ciclo natural, tal como fazia há mais de 50 anos! Não necessita de cuidados especiais. Aproveita o que a natureza lhe dá, a água das chuvas, o sol, recolhendo da terra o resto que precisa.

Hoje quase por acaso descobri o seu nome: -Jacarandá Mimoso! Planta ornamental oriunda da Argentina e Bolívia.
Existe também em abundância no Brasil, noutras partes do mundo, tal como, nas cidades, vilas e aldeias portuguesas.

Que continue a encher de cor e sombras os nossos jardins, praças, ruas e o adro da igreja da nossa aldeia!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CONCEIÇÃO ANOS 50 - II

"Os Guardas de pau ..."


Freguesia rural, Conceição de Faro vive das sementeiras quer de sequeiro, onde não há água, quer de regadio, nas hortas onde a água é abundante.

As zonas mais altas da freguesia, sítios do Outeiro, Laranjeiro, Chaveca, Caliços, Ferradeira, Pão Branco, Chão de Cevada, Torre de Natal e Bela Curral, não existe água, são de “sequeiro”.

O sequeiro cultiva-se aproveitando as chuvas do inverno e da primavera, trigo, cevada, centeio, aveia, fava, griséu, ervilha, grão-de-bico.

Colhem-se das árvores frutos como amêndoas, alfarrobas, azeitonas, ameixas, figos, romãs e uvas.

Criam-se galinhas, coelhos, pombos, ovelhas, cabras e porcos.

Utilizam-se para os trabalhos da lavoura e de transportes, animais como, burros, mulas e éguas. Os cães ajudam na guarda das casas e na caça. Os gatos dão caça aos ratos.

Das colmeias retiram-se os favos e cresta-se o mel aproveitando-se também a cera.

As casas muito simples, cujas paredes são fabricadas em pedra sílex ou caliço (calcário), assentes com uma mistura amassada de cal, areia, água, com a qual são igualmente rebocadas.

É com a cal que são caiadas (pintadas) de branco, quer no interior quer no exterior
O telhado é feito de esteira de cana, coberta no exterior por telha de barro em forma de canudo.

O pavimento é revestido de ladrilho rectangular fabricado igualmente de barro.

A principal divisão é a “casa de fora” ou seja a sala de entrada na casa.
Sendo a maior divisão da casa, é na “casa de fora” que se fazem as festas de família e até se velam os mortos antes de irem para a igreja.

É também na "casa de fora" que á noite, ao serão, se fazem algumas tarefas do dia a dia da família, como sejam o tratamento das roupas, a escolha e separação de alguns frutos secos, etc..
Nesta sala, varias portas dão acesso a outras tantas divisões, como quartos e cozinha.

As refeições das pessoas da casa são tomadas na cozinha. Quando envolvem mais pessoas tomam-se na “casa de fora”.

Encostados á parede frontal exterior da casa, existem poiais de pedra onde nos podemos sentar.

O forno de pão existe em quase todas as casas. Feito igualmente de caliço, massa de cal e areia, leva uma abobada feita em tijolo de barro maciço (tijolo de burro)coberto com cascas de berbigão, o que acontece também ao solo, antes de ser revestido a ladrilho de barro.
Na frente, a porta de ferro, tapa a entrada em tijolo de burro. Atrás um respiradouro que se tapa e destapa conforme os casos, a que chamamos “o ouvido”.

A cabana do gado ou seja o local onde á noite se recolhem todos os animais, fica junto á casa, existindo até nalguns casos uma porta de ligação com a “casa de fora”.
Os porcos têm também junto á casa uma instalação própria a que chamamos pocilga ou chiqueiro.

Nas casas um pouco mais ricas, os tectos em vez de canas, são feitos de abobada de tijolo de burro e em frente á casa existe uma cisterna que recolhe a água dos telhados no inverno para se consumir no verão.
A cisterna está envolta por um pátio e próximo da casa existe a eira onde se debulham e tratam os cereais.
O figo seca-se em esteiras, no pátio, na eira ou nas açoteias.

A vida corre devagar. Não existe automóveis, as pessoas movimentam-se a pé, a cavalo do burro, da mula ou nos respectivos carros puxados por estes animais.
Aqui e ali uma ou outra bicicleta a pedal, não há dinheiro, nem utilidade para as motorizadas que começam a aparecer.

A protecção das colheitas, é feita pela Guarda Nacional Republicana em patrulhamentos apeados ou cavalo que devido á escassez de meios quase não existe.


São os “guardas de pau” que desempenham a tarefa.
Estes homens armados com um “pau”, dispõem-se a vigiar e guardar as colheitas, (amêndoas, alfarrobas, figos e uvas) em nome e mandato dos legítimos proprietários, evitando que sejam roubadas.
Em troca recebem uma pequena retribuição monetária.
Anualmente constituiem-se em grupo de três, actuando por vezes sozinhos, mas a maioria das vezes é o grupo completo que efectua a patrulha.
Nomes como os de Joaquim Caco, Farrajota, Severiano e Pala de Mota, são os que me ocorrem, por serem os que mais vezes desempenharam essa tarefa.

TE- ATRITO



O Grupo Te-Atrito, apresenta na próxima Quinta-Feira, 18 de Junho, a partir das 21,30 horas, no salão da Casa do Povo, a peça "Babete Real".

Esta peça é uma sátira sobre os bastidores do poder, as suas pequenas conspirações, coscuvilhice e o declínio das instituições.

Espectáculo inserido no programa de descentralização cultural, que a Câmara Municipal, está a promover em todo o concelho de Faro.

Info sobre o grupo »»»

domingo, 7 de junho de 2009

ELEIÇÕES

Á semelhança de todo o País, decorreu hoje na nossa aldeia, a eleição dos deputados para o Parlamento Europeu.

Na Conceição a votação deu ligeira vantagem ao PSD, com o PS, o BE e a CDU a ficarem por esta ordem, nos lugares imediatos.

Mais de 60% dos eleitores desta Assembleia de Voto, preferiram não atender ao apelo do senhor Presidente da Republica e abstiveram-se de votar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

QUARTETO DE NELSON CONCEIÇÃO


(Para ouvir o video por favor faça stop no player que se encontra no final da barra lateral direita)

Inserido num programa de descentralização cultural, o "Quarteto de Nelson Conceição", actua na próxima Terça-Feira, dia 9, a partir das 21,30 horas, na Casa do Povo de Conceição de Faro.
Este programa é promovido pela Câmara Municipal.