Por pouco ou quase nada ...
Hoje de manhã quando regressava da caminhada matinal ia estendendo a aguilhada, contava eu á minha mulher que me olhou com ar interrogativo.
Percebi que não entendeu o sentido da frase e repeti: - Sim, ia estendendo a aguilhada!
Eu ouvi bem mas não sei o que queres dizer com isso, perguntou.
Expliquei melhor:- Oh mulher, ia caindo, estatelando-me ao comprido! Por pouco ou quase nada que não tropeço no gato e caio.
Esta frase saiu-me naturalmente sem pensar. Há anos atrás era muito comum ouvir-se mas actualmente caiu em desuso, até porque também já não se usa a aguilhada.
A aguilhada era um instrumento constituído por um pau ou vara com cerca de metro e meio de comprimento e poucos centímetros de diâmetro que numa das pontas tinha uma espécie de espátula de ferro que servia para libertar o arado da terra, ervas ou raízes que se lhe prendiam e dificultavam a lavoura. Na outra ponta tinha atada uma pequena corda ou correia que servia para tocar e incitar os animais que puxavam o arado.
Naturalmente que se a aguilhada caia estendia-se ao comprido no que em sentido figurado foi transposto para outros casos de pessoas, animais ou objectos.
Fazendo votos para que ninguém estenda a aguilhada, resta-me desejar-vos um bom dia!
Sem comentários:
Enviar um comentário
Olá amigos
Usem a caixa abaixo para escrever a Vossa mensagem de forma correta e sucinta, tratando apenas um assunto em cada comentário (mensagem).
Obrigado
JJ Rodrigues