sexta-feira, 6 de março de 2026

MAJOR MATEUS MORENO

 


Mateus Martins Moreno Júnior (1892–1970) foi militar, regionalista algarvio, escritor, poeta, jornalista e uma figura central na promoção da cultura e identidade do Algarve. 

Nasceu na Conceição de Faro e manteve ao longo da vida uma forte ligação à sua terra.

Formação

  • Estudou no Liceu de Faro, onde fundou o jornal académico A Mocidade e publicou poesia.
  • Escreveu ainda jovem a peça A Carta (1914).
  • Passou por Coimbra e Lisboa para estudos superiores, incluindo Matemática, que não concluiu devido à mobilização para a Primeira Guerra Mundial.

Carreira Militar
  • Mobilizado em 1917 como alferes miliciano de artilharia, integrou o Corpo Expedicionário Português, na Flandres.
  • Após a guerra, seguiu carreira militar, frequentou a Escola de Guerra e o Curso Superior Colonial.
  • Serviu em Angola, onde desempenhou cargos de relevo, criou um museu militar, fundou uma revista e organizou serviços de informação.
  • Foi promovido a Major em 1942.
  • Recebeu várias distinções, incluindo:
    • Oficial da Ordem Militar de Aviz (1941)
    • Comendador da Ordem Militar de Aviz (1957)
    • Medalhas militares de comportamento exemplar e de campanha

Atividade Literária e Cultural
  • Fundador e diretor da revista Alma Nova (1914–1929), uma publicação literária e cultural com colaboradores de grande prestígio nacional.
  • Autor de livros de poesia, teatro, ensaio militar e estudos sobre o Algarve e o colonialismo.
  • Colaborador frequente de jornais e revistas regionais e nacionais, incluindo Correio do Sul, Revista Militar, Vida Algarvia e Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Obras principais

Incluem poesia, teatro, crónicas, estudos militares e textos sobre o Algarve. Entre as mais destacadas:

  • Prece ao Vento (1915)
  • A Sinfonia Macabra (1920)
  • Minha Pátria (1923)
  • Os Quatro Pontos Cardeais do Regionalismo Algarvio (1934)
  • Sangue d’Epopeia (1921)
  • A Nova Guerra e a Artilharia (1928)

Regionalismo Algarvio
  • Fundador da Casa do Algarve em Lisboa (1925/26), da qual foi presidente entre 1952 e 1961.
  • Figura central do regionalismo algarvio, defendendo o desenvolvimento económico, cultural e educativo da região.
  • Participou no I Congresso Regional Algarvio (1915), onde apresentou um estudo sobre analfabetismo e ensino.
  • Promoveu homenagens, monumentos e iniciativas culturais ligadas ao Algarve.
  • Escreveu o Hino de Sagres (1957).
  • Tem o se nome na toponímia das cidades de Faro e Loulé

Contribuições para a Conceição de Faro
  • Teve papel decisivo na fundação da Casa do Povo da Conceição de Faro (1958).
  • Conseguiu financiamento para a construção do edifício-sede (1968–1969), inaugurado em 1973.
  • Por sugestão sua foi fundado o Rancho Folclórico da Casa do Povo (1958)
  • Deixou um legado duradouro na freguesia onde nasceu.

Últimos anos e legado

  • Regressou definitivamente a Lisboa em 1950.
  • Continuou a participar em iniciativas culturais e regionais.
  • Faleceu em 1970, sendo sepultado no talhão dos Combatentes no Cemitério do Alto de S. João.
  • É lembrado como militar exemplar, intelectual ativo e defensor incansável do Algarve.

(Resumo da Biografica escrita por Aníbal Moreno)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

CONVIVIO DO ANTIGO GRUPO DE TEATRO DA CASA DO POVO





Teve lugar ontem, na Casa do Povo, o convívio de elementos do Antigo Grupo de Teatro, aos quais se juntaram familiares e alguns amigos.

Tarde animada, que incluiu almoço, momento musical, com a participação do acordeonista João Custódio e projeção de antigas fotos mostrando cenas de algumas das nossas representações.

Para terminar houve lugar ao "momento saudade" em que todos subiram ao palco e escutaram uma emocionante "salva de palmas".

Já fora de palco, uma animada declamação de versos, com a Conceição Caetano, a iniciar, o Manuel Afonso, a falar da sua amada Bordeira e o José Joaquim, a confessar, que estava nesta festa por gosto, porque comer, beber e cantar, põem-no sempre bem disposto!

Um agradecimento final, à Casa do Povo e sua direção, ao seu presidente Álvaro Vale, que desde o primeiro momento esteve ao nosso lado na organização e preparação deste evento, ao incansável Manuel Mestre e ao Joaquim Martins que montaram a sala e ajudaram na distribuição das refeições e à Beatriz Martins e toda a sua equipa que na cozinha preparou, confecionou e distribuiu tudo o que constituiu o almoço que penso ter sido do agrado de todos.

Obrigado!