domingo, 18 de setembro de 2016

JANTAR DAS VELHAS GLÓRIAS DO RANCHO FOLCLORICO




Em ambiente de muita alegria decorreu ontem à noite no Restaurante Retiro dos Cavaleiros, o Jantar Anual das Velhas Glórias do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição.

Como sempre a organização esteve a cargo da Manuela Alves, que mais uma vez foi inexcedível conseguindo juntar um grande número de antigos elementos, bem como os seus familiares e amigos.

Enquanto se esperava por alguns mais retardatários foi-se degustando as "entradas".

Com a sala já repleta fez-se uma homenagem a todos os ex- elementos que já partiram e aqueles que por motivo de doença não puderam estar presentes, guardando-se um minuto de silêncio, sublinhado no final com um forte aplauso.

Seguiu-se o jantar propriamente dito, servido pelo Patricio e sua diligente equipa que mais uma vez superaram as expectativas quer na ementa quer na atenção e simpatia.

Após o Jantar a Manuela saudou-nos com duas das suas poesias dedicadas ao evento, seguindo-se um momento de fados e o baile onde o acordeonista Fernando Inês, não deixou os créditos por mãos alheias e pôs toda a gente a dançar.

Houve ainda um momento para cantar os parabéns a três ou quatro aniversariantes presentes, soprando-se velas e votos de longa vida para todos.

Já passava da meia-noite quando alguns dos antigos elementos do Rancho ensaiaram uns passos do corridinho revelando que ainda não esqueceram o que há muito aprenderam.

No final a famosa marcha da Conceição, com toda a gente a dançar e um adeus até para o ano.

Da nossa parte um grande aplauso para a Manuela Alves que apesar de tudo conseguiu mais um ano juntar toda esta gente unido-os numa bonita festa..

Obrigado Manuela!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

MERREIRA DO CALOR


O termo que relembro é mais um dos que foram caindo no esquecimento e hoje praticamente em desuso.

"À merreira do calor" para nós quer dizer debaixo de um sol muito forte e abrasador que até pode causar uma doença fatal (ou murrinha).

Para evitar a "merreira do calor",  era costume o patrão conceder a folga aos seus trabalhadores agrícolas, nos dois principais meses de verão.

A Folga que correspondia a duas horas de descanso era concedida com o fim de evitar o período de maior calor em que o sol a pino castigava mais quem o enfrentava a descoberto da sombra (ou seja à "merreira do calor"), arriscando apanhar uma insolação ( "soalheiro").

A folga decorria logo a seguir à hora do almoço. Parava-se ao meio dia para almoçar e recomeçava-se ás três da tarde ou seja, gozava-se mais duas horas de folga para além da hora de almoço.

Naturalmente estando no campo e sem trabalhar, procurava-se a sombra de uma árvore para dormir e descansar.

Este costume tornou-se de tal forma hábito nas nossas vidas que mesmo em casa, sem trabalho se dormia a folga.

Por isso amigos, não se descuidem, fujam da merreira do calor e durmam uma boa folga que eu faço o mesmo.

Então até à próxima!