domingo, 13 de setembro de 2015

VELHAS GUARDAS DO RANCHO FOLCLORICO







Por convocatória de Manuela Alves, reuniu ontem à noite, na "sala nobre do Convívio dos Cavaleiros", no sitio do Besouro, da nossa freguesia, um grupo de "amigos da aldeia".

Este grupo que  pertenceu à primeira formação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro naturalmente trouxe também outros convidados, para o jantar convívio o que fez com que estivessem presentes cerca de oitenta pessoas.

Antes do inicio da sessão, marcou-se presença junto da mesa da organizadora e pagaram-se as respectivas quotas.

Já sentados surgiram na mesa várias propostas do chefe Patrício e sua diligente equipa de trabalho, que degustámos e aprovámos por unanimidade.

De seguida passamos à segunda parte da ordem de trabalhos, surgindo na sala os acordeonistas Fernando Inês e Jaime Costa que executando a "Marcha da Conceição", da autoria do próprio Fernando Inês, receberam a atenção, participação e forte aplauso de todos os presentes.

Muitas outras musicas se seguiram, umas cantadas outras não, mas igualmente aplaudidas o que levou até à formação de alguns pares de dançarinos que apesar da idade demonstraram que ainda não esqueceram como se dança o corridinho, exibindo as suas "florestrias" nas "escovinhas rasteiras ou puladas"..

Recorda-se que o Rancho Folclórico, cujo primeiro ensaiador foi o Mário da Encarnação, teve a sua apresentação publica, no dia 8 de Dezembro de 1958, por ocasião da Festa em Honra de Nossa Senhora da Conceição, num pequeno estrado que serviu de palco, montado em frente à igreja .

Ainda sem o traje alegórico a que se convencionou chamar "traje algarvio" apresentaram-se, elas de saia preta e blusa branca e eles de calça preta e camisa branca.

De realçar o mérito e a coragem do Mário da Encarnação, um ex-dançarino do Grupo Folclórico de Faro que a convite da comissão organizadora da Casa do Povo, aceitou pegar num grupo de jovens da aldeia que não tinham qualquer conhecimento do folclore e ensiná-los a dançar e alcançar os êxitos que vieram a ter.

Diga-se que a formação do Rancho foi uma sugestão do Major Mateus Moreno, um natural da Conceição de Faro que era presidente da Casa do Algarve, em Lisboa.

O Major, conhecedor dos anseios das pessoas da freguesia em ter a sua própria Casa do Povo, disse que para o assunto poder ter aprovação superior, deveria existir pelo menos um rancho folclórico e assim aconteceu, sendo o respectivo alvará.de criação da Casa do Povo, assinado em 21 de Dezembro de 1958.

Bom, deixemos a história e vamos encerrar a reunião de ontem à noite o que aconteceu já por volta da meia-noite e trinta, com toda a gente a recolher aos respectivos lares, não sem antes ficar a promessa de para o ano haver uma nova reunião.

terça-feira, 21 de julho de 2015

APELO



"" Se guarda em sua casa cartas particulares escritas por pessoas que emigraram ou dirigidas a emigrantes portugueses e deseja que elas contribuam para o conhecimento das múltiplas experiências da emigração na dimensão quotidiana e familiar, por favor, contacte-nos.

As cartas contribuirão para um projecto de história social da emigração portuguesa do séc. XIX e até os anos 70 do séc. XX através da correspondência privada e serão estudadas nas perspectivas histórica e linguística.

Temos interesse em arquivos pessoais de famílias de emigrantes para todos os destinos, quer nas Américas, quer na Europa.

Estamos, de igual modo, interessados em outras formas de contactos estabelecidos por emigrantes e suas famílias, tais como cartões postais e fotografias.

A correspondência e outros documentos serão digitalizados e a confidencialidade dos dados pessoais será preservada.""


Para mais informações é favor ler o artigo publicado no jornal  Publico sobre o projecto »»»

Marcelo Borges
Professor of History, Dickinson College
Carlisle, PA 17013, USA
cartas@dickinson.edu